Inimaginável. Revoltante. Questionável. Surpreendente. Curioso. Essas são palavras que podem descrever a infinidade de fatos que, ao longo de 2023, tiveram nas ruas de o palco principal. É como se, no espetáculo da vida, logradouros tivessem as principais cenas. O mais puro suco do jornalismo do cotidiano.

De acidentes trágicos com vítimas fatais, passando por incêndios devastadores, danos decorrentes de chuva e até fatos jocosos. Lembra do “funcionário do ano” que marcou a cidade por sua gentileza? E dos vários casos de atentado ao pudor que resultaram em demissões? Todos eles mostram que as ruas seguem como o principal cenário dos acontecimentos que viram notícia.

Nesta retrospectiva de 2023, a reportagem separou os principais fatos, que tiveram as maiores repercussões entre os leitores do Jornal Midiamax, seja nas páginas on-line, no impresso ou em nossas redes sociais.

Confira os destaques a seguir e, não se esqueça: ao se deparar com algo inusitado, fale com a gente pelo (67) 99207-4330, nosso WhatsApp!

A novela do Lago do Amor

Lago do Amor
Lago do Amor (Foto: Kísie Ainoã/Jornal Midiamax)

Durante os períodos de chuvas fortes em Campo Grande, o Jornal Midiamax acompanhou a precariedade na região do Lago do Amor que, por não suportar o alto volume de água, apresentava rachaduras e enormes crateras que inviabilizava o trafego seguro no asfalto e calçada. No dia 4 de janeiro, por exemplo, houve o primeiro registro. Durante uma forte chuva na manhã daquela quarta-feira, o Lago do Amor transbordou e a passarela entre o guard rail e o lago não suportou a quantidade excessiva de água, e cedeu. Com isso, o trecho entre as duas rotatórias ficou interditado e muitos condutores precisaram evitar trafegar pela região.

Passarela onde desmoronou. (Foto: Henrique Arakaki/Midiamax)

Quatro dias depois, no dia 8 de janeiro, em uma quarta-feira, o Lago do Amor voltou a transbordar e alagar a Avenida Filinto Muller, enquanto a passarela lateral continuava desmoronada.

A cratera que se formou após o primeiro temporal do ano seguiu crescendo ao passar dos meses, e em março, o Jornal Midiamax voltou no local para averiguar a atual situação. O aumento era tão significativo, que tomou uma parte da ciclovia da Avenida Filinto Muller. O buraco na via prejudicava não apenas condutores, mas também o trabalho de ambulantes que ficavam no local vendendo seus produtos e serviços.

Dois meses após os danos na região, a prefeitura de Campo Grande ainda não havia contratado a empresa para iniciar as obras de recuperação. O projeto já estava pronto e estimava gastos de R$ 3,842 milhões para reconstruir o trecho destruído.

No dia 31 de março, uma sexta, outra chuva forte atingiu a capital, uma semana antes das obras no local começarem. No entanto, o volume de água só piorou a situação na região. Lembra que um trecho da ciclovia havia caído? Pois é, este buraco só cedeu mais. Além disso, o asfalto ao longo da via passou a apresentar diversas rachaduras.

Lago do Amor
Lago do Amor (Foto: Kísie Ainoã/Jornal Midiamax)

Bom, em setembro, quase seis meses após o primeiro temporal, as obras realizadas no Lago do Amor enfim foram entregues. No entanto, 30 dias depois, devido uma nova chuva, o local já apresentava problemas. A situação estava tão crítica, com a calçada cedendo novamente, que a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) precisou interditar a passagem na região.

Novembro se encerrou com uma nova promessa de revitalização, porém, isso só aconteceria após o período de chuva. A obra enfim foi concluída no sábado, dia 09 de dezembro.

Rua ou lua?

Ponte cedeu e formou-se uma cratera (Foto: João Paulo)

Alguns casos de cratera também ganharam espaço nas manchetes e impressionaram os moradores de Campo Grande. Dois casos emblemáticos aconteceram em semestres diferentes, porém, em regiões bem próximas.

O primeiro aconteceu no dia 26 de fevereiro quando uma família, ocupante de uma caminhonete S-10, passava pela ponte sobre o Córrego Bálsamo, na Rua Rivaldi Albert, próximo a Avenida Guaicurus, região do Alves Pereira. Durante o tráfego, o asfato cedeu, deixando o veículo com a parte dianteira presa na cratera. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

Todos os ocupantes conseguiram sair da caminhonete. O Corpo de Bombeiros foi acionado e o local ficou interditado.

Imagens do local onde a carreta afundou – (Foto: Leitor Midiamax)

O segundo caso ocorreu no dia 8 de setembro, na ponte da Rua Catiguá, entre os bairros Canguru e Alves Pereira. A estrutura não suportou o volume de água das chuvas frequentes naquela semana e cedeu. Com isso, uma cratera se formou no meio da ponte e acabou afundando uma carreta de grande porte que trafegava na via.

Com o trânsito lento devido o afundamento, os próprios moradores trataram de alertar uns aos outros sobre o risco do trajeto.

Pode isso, Arnaldo?

Neste ano, quatro casais foram flagrados tendo relações sexuais (ou quase isso) dentro de veículos, só em Campo Grande. Três deles aconteceram em maio e o outro, mais recente, em outubro.

Leitor filmou casal durante ‘vapo vapo no civicão’ em rua de Campo Grande (Reprodução, Do Leitor)

O primeiro flagra foi registrado no bairro Chácara Cachoeira, na manhã do dia 12 de maio, uma sexta-feira. Leitores do Jornal Midiamax, indignados com a cena, chegaram a mandar vídeos para a redação e o caso inusitado logo viralizou na cidade. Na ocasião, o Honda Civic estava estacionado próximo a uma academia e nem a movimentação de pessoas ao redor do carro intimidou o casal.

O segundo caso aconteceu apenas 4 dias depois, em 16 de maio, uma terça-feira. Dessa vez, dois servidores públicos de Jaraguari foram flagrados aos ‘amassos’ em um carro oficial. E o fato de terem sido flagrados ‘apenas aos amassos’, não diminuiu a repercussão do caso.

Caso ocorreu em Campo Grande. (Foto: Reprodução, Leitor)

Após o vídeo viralizar, ao Jornal Midiamax, o prefeito da cidade, Edson Rodrigues Nogueira (PSDB), afirmou que foi pego de surpresa com as imagens e que medidas já estavam sendo tomadas. “Ele [secretário] já vai ser exonerado. Estou a caminho da prefeitura, tá tudo pronto e só falta assinar. No caso dela, que é concursada, será aberta a sindicância. Eu não o vi mais e nem vou ouvir porque já vi tudo no vídeo. Só vou chamá-lo e dizer que não pertence mais à prefeitura de Jaraguari”.

Na época, os dois servidores foram flagrados em plena luz do dia, por um morador que saía da garagem de casa.

Foto: Reprodução/ Passeando em CG

O terceiro caso aconteceu na madrugada do dia 21 de maio, um domingo, quando um casal foi flagrado fazendo sexo em um carro, estacionado no canteiro da Avenida Cônsul Assaf Trad. O flagra foi registrado por pessoas que passavam no local e divulgado pela página do Instagram, ‘Passeando em Campo Grande’.

Após um espaçamento de tempo, um novo caso voltou a ser registrado, dessa vez no dia 17 de outubro, uma terça, no Jardim Imá. O flagra, segundo uma testemunha, aconteceu por volta das 5 horas da manhã e por muito pouco não foi presenciado por uma criança. É que o casal estava com as quatro portas do veículo abertas, durante o ato sexual. Enquanto a mulher permanecia do lado de dentro, o homem ia para fora do carro, sem qualquer preocupação com o amanhecer ou mesmo com a movimentação de moradores que saiam das casas rumo ao trabalho.

Automóvel onde casal foi flagrado. (Foto: Fala Povo)

Importante lembrar que, mais do que uma situação inusitada, fazer sexo em via pública configura crime no Brasil, com pena de detenção de três meses a um ano ou multa, como está previsto no Código Penal Brasileiro, no capítulo VI art. 233.

Mesmo que o carro esteja estacionado em uma ruazinha escura e sem movimento, os envolvidos flagrados durante ato sexual podem ser enquadrados na lei.

Acidentes que marcaram

Pedestre morre atropelada por carro quando tentava atravessar a Rui Barbosa fora da faixa

Local onde ocorreu o acidente (Foto: Monique Faria/Midiamax)

Um acidente que chocou os moradores de Campo Grande foi o que vitimou Evanir Carvalho de Souza, de 60 anos, no dia 28 de março, na Rua Rui Barbosa, perto da Avenida Mato Grosso. Imagens das câmeras de segurança da região mostraram o exato momento em que ela foi atingida por um carro, que era conduzido por uma mulher de 48 anos. A condutora tentou desviar, mas não conseguiu. Ela também recusou fazer o teste do bafômetro.

Evanir foi arremessada e parou alguns metros a frente de onde o impacto aconteceu. Enfermeiros de um laboratório tentaram reanimar Evanir até a chegada do Samu, que seguiu com o protocolo de reanimação sem sucesso.

Segundo testemunhas, Evanir sentiu confiança em atravessar a rua naquele ponto após ter visto a mulher de vermelho, que aparece nas imagens, fazendo o percurso.

Motorista colide carro contra moto e mata técnica de na

Carro envolvido no acidente (Midiamax)

No dia 5 de junho acontecia o acidente que vitimou a técnica de enfermagem, Gilmara da Silva, de 46 anos. Ela trafegava no cruzamento entre a Avenida Ceará com a Rua da Paz, quando foi atingida por um veículo Ônix. Com o impacto, a mulher foi arremessada a 10 metros do local da batida e a motocicleta foi parar a cerca de 40 metros.

Após o acidente, a motorista de 48 anos fugiu e foi perseguida, sendo parada por populares algumas quadras depois, logo após os pneus murcharem. Foi feito teste do bafômetro que deu resultado 0,09 mg/l. Ela foi presa em flagrante.

No dia 6 de junto, a motorista, que era lotada na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), com salário de R$ 4 mil, contou em audiência de custódia. que estava em uma festa, mas que havia bebido pouco. Ela ainda falou que eventualmente usa drogas psicoativas, mas que não é dependente.

Ela disse que em um certo horário resolveu ir embora. Durante o trajeto, a mulher disse achar que a estavam perseguindo. A motorista ainda negou ter tentado fugir do local, afirmando ter parado seu carro alguns metros à frente depois dos pneus murcharem.

Tânia Barbosa Franco de Araujo Nogueira, que ocupava o cargo de Apoio Técnico Parlamentar VI, do quadro permanente de pessoal, foi demitida da ALEMS no dia 29 de agosto.

Condenado por matar Carolina no trânsito é preso bêbado após provocar acidente na Afonso Pena

Médico residente João Pedro da Silva e carro da vítima do último acidente (Reprodução)

Condenado de matar a advogada Carolina Albuquerque Machado no trânsito em 2017, João Pedro da Silva Miranda Jorge foi preso na noite do dia 8 de junho, após sofrer um novo acidente. Na ocasião, ele estava sob efeito de álcool.

Conforme apurado, uma moça dirigia um veículo Toyota Corolla e seguia pela Avenida Rubens Gil de Camilo, sentido leste-oeste, quando no cruzamento com a Rua Paulo Machado foi atingida pela caminhonete Amarok, conduzida por João. O local fica a poucos metros de onde aconteceu acidente com morte em 2017, também provocado por ele.

Segundo um motorista de aplicativo que falou que João Pedro estava em zigue-zague na avenida antes de bater no carro da motorista, que ficou destruído. A mulher foi socorrida pela equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhada à Santa Casa com suspeita de fratura no quadril.

A Justiça indeferiu pedido de habeas corpus para soltar o médico. A decisão foi do desembargador Jairo Roberto de Quadros, que negou o pedido de liberdade do médico, que na época era residente. No entanto, após pagar fiança que reduziu de R$ 132 mil para R$ 44 mil, o alvará de soltura foi emitido no dia 19 de julho.

Jornalista nomeado no Governo atinge moto e passageira morre em Campo Grande

(Alicce Rodrigues, Midiamax)

No dia 9 de dezembro, um trágico acidente chocou os moradores de Campo Grande. Por volta das 07h, uma colisão envolvendo um carro e uma moto resultaram na morte de Belquis de Oliveira Maidana, de 51 anos, no cruzamento entre a Rua Antônio Maria Coelho com a Rua Bahia.

Na ocasião, a mulher seguia na garupa da moto, pilotada por seu companheiro, João Paulo Alves, de 43 anos, quando o jornalista nomeado na Segov (Secretaria Estadual de Governo de Mato Grosso do Sul), Guilherme Pimentel, colidiu contra o casal.

Indo trabalhar, Belquis, que era auxiliar de cozinha, morreu a poucos metros do restaurante em que era colaboradora. Ela deixou uma filha e neta. Já João Paulo foi levado em estado gravíssimo com politraumatismos à Santa Casa, onde passou por diversas cirurgias. O piloto, que é operador de Bobcat, segundo a irmã, quebrou as duas pernas, um dos braços e ainda fraturou o queixo.

Segundo informações, o jornalista estava na casa de seu companheiro às 5h30 da manhã do dia 9, onde os dois beberam vinho. Logo depois o assessor saiu dirigindo o Toyota Etios, quando acabou provocando o acidente. O carro que Guilherme dirigia estaria a 100 KM/h e teria furado o sinal vermelho acertando a motocicleta que chegou a ser arrastada por cerca de 25 metros lançando as vítimas ao chão.

Quando os policiais chegaram ao acidente, o jornalista apresentava olhos vermelhos, odor etílico, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro. Também no local, foi constatado pelos policiais que o veículo Toyota Etios é oficial do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. Ele foi preso em flagrante.

A Justiça definiu fiança de R$ 66 mil ao jornalista e ele teve a CNH suspensa por 6 meses. Além da fiança de 50 salários-mínimos, a Justiça determinou que ele não deve deixar de comparecer para ato no processo, obstruir o andamento do processo, praticar nova infração penal dolosa, não pode se ausentar por mais de 8 dias de sua casa ou mudar de endereço sem comunicar nos autos.

No dia 11 de dezembro foi publicada a exoneração do jornalista, que já estava afastado das funções desde o dia do acidente.

Prova do TAF

Candidatos desmaiaram sob sol forte (Foto: Reprodução/Fala Povo)

No dia 3 de agosto diversos candidatos do concurso para Polícia Militar de Mato Grosso do Sul enfrentara dificuldades na realização do TAF (Teste de Capacidade Física), devido ao sol forte e baixa umidade relativa do ar.

Diversos candidatos entraram em contato com o Jornal Midiamax para relatar sobre as condições extremas do clima, aliado a longas horas de espera pela vez de correr. Também houve relatos de pessoas passando mal e desmaiando durante a prova.

Em um dos vídeos enviado ao Jornal Midiamax, dois candidatos desmaiaram próximo a terminar a prova. Em outro vídeo, um candidato desmaiado aguardava a chegada de equipe do Samu, no meio da pista e outros questionam sobre a demora no atendimento. Nas provas femininas, realizadas no dia anterior, também houve diversos relatos de desmaios de candidatas.

Um dos candidatos que passou mal durante a prova e desmaiou no percursso foi Arthur Matheus Martins Rosa. Poucas horas depois, veio a triste notícia, ele havia falecido. A vítima era de Goiânia e viajou para o estado na busca de conquistar o sonho em prestar o serviço.

Apesar disso, as provas continuaram, com pouquíssimas mudanças que preservassem o bem-estar dos alunos. No sábado, dois dias após o falecimento de Arthur, pelo menos dois candidatos passaram mal e precisaram ser socorridos ainda na pista por uma ambulância durante a corrida do TAF. Outros dez caíram na pista e, por serem casos menos graves, precisaram de apoio somente na hidratação.

De acordo com a assessoria de comunicação do Idecan (Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional), banca organizadora do certame, no período entre 07h30 e 11h30 foram realizados 12 atendimentos, após o término de cada bateria. Um candidato precisou de hidratação dentro da UTI móvel.

A prova aconteceu no Centro Olímpico da e alguns candidatos chegaram meia-noite no local de prova para fazer a corrida em um horário mais fresco.

Funcionários do mês

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Ex-açougueiro, motorista de Campo Grande virou queridinho nos terminais e não para de ganhar mimos após preocupação e gentileza com os passageiros – (Foto: Arquivo Pessoal)

Em janeiro, contamos a história do motorista de transporte público, Weslei Moreli, na época com 30 anos, que dirigia a linha 087, que passa pelos terminais General Osório, Morenão e Guaicurus. Ele viralizou nas redes sociais ao compartilhar orientações aos passageiros, além de mostrar preocupação e cuidado com todas as pessoas que transportava.

Quanto à orientação dada aos usuários e cuidados gerais durante a viagem, Weslei afirmou à reportagem, que estava dando muito certo. Na época ele avisava sobre os horários previstos de chegada, as próximas paradas e sempre se coloca à disposição de quem faz uso do transporte para esclarecer dúvidas ou ajudar de alguma forma.

Como sua publicação teve um enorme alcance, muitos passageiros passaram a reconhecê-lo e até entregar presentes para Weslei, como forma de agradecimento pela atenção.

“Me dão bolachinha, salgadinho, pano de prato. Esses dias uma senhora foi num estabelecimento perto e me trouxe uma sacolinha com dois panos de prato, agradeci muito. Ela não explicou porque me deu, mas foi um gesto de gratidão e carinho”, relembra.

“Eu sou uma pessoa que se preocupa com as outras. Só que a gente não é nada, não levo esse reconhecimento pro meu ego não, mas eu me sinto bem fazendo o bem”, diz o trabalhador, que agora tem ouvido com frequência: “Parabéns, motorista! Por mais motoristas assim”.

E não foram só os funcionários humanos que ganharam destaques no Jornal Midiamax. Os pets também tiveram seu espaço.

Caramelo é auxiliar de vigia no Fort Atacadista (Nathalia Alcântara, Midiamax)

Quem lembra do Caramelo, um cachorro de dois anos, adotado por um atacadista da Avenida Cônsul Assaf Trad, que se tornou o funcionário ‘queridinho’ do estabelecimento?

Em agosto, quando a reportagem foi ao Fort Atacadista, conversou com a gerente, Viviane Casado, que explicou que o pet chegou quando a loja estava ainda em fase de obras. Aos poucos, Caramelo foi ganhando o coração de todos e por lá ficou.

Inclusive, durante a entrevista, o vira-lata estava de castigo, ou melhor, de observação, já que durante a vigilância atacou um animal selvagem e foi levado ao veterinário.

No estabelecimento, a rotina dele inclui carinhos, cochilos, participações em campanhas e até um cargo de ajudante do Papai Noel. Um fofo, né?!

Incêndio na Comunidade do Mandela

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Tragédia na Favela do Mandela (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)

Lamentavelmente, a Comunidade do Mandela, que abriga cerca de 270 famílias, foi vítima de um incêndio este ano, mais precisamente no dia 16 de novembro. Na época, moradores de diversos bairros nas proximidades da região alegaram que uma densa fumaça podia ser vista à distância. O incêndio se alastrou e 150 famílias ficaram sem ter onde morar.

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Barracos destruídos no Mandela (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)

O medo estampava os rostos dos moradores que buscam alternativas distintas para salvar o que podiam em meio às chamas. Na ocasião, a reportagem testemunhou o momento em que um homem tentava salvar uma máquina de lavar, puxando o eletrodoméstico pelo teto da moradia. Paralelo a isso, muitas pessoas que estavam trabalhando no momento e souberam por terceiros que a comunidade estava em chamas, chegavam apavoradas, em busca dos entes.

Adriane Lopes, prefeita de Campo Grande esteve no local e informou que os moradores poderiam procurar o Cras (Centro de Referência da Assistência Social) Estrela do Sul. Lá, eles receberiam apoio com , colchões e moradia provisória. No entanto, muitas famílias preferiram permanecer na comunidade. A justificativa seria o medo de perder o pedaço de terra, que apesar de devastado, é o único lar.

Prefeita Adriane Lopes ouviu moradores na comunidade do Mandela (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)

Na tentativa de ajudar as famílias, várias instituições, grupos e ONGs se sensibilizaram e fizeram campanhas de arrecadação e distribuição de insumos durante diversos dias.

No dia 5 de dezembro, a Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul) anunciou que seria responsável pela construção de mais de 80 casas para moradores da favela do Mandela. Já a Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários), ficou responsável pela construção de 100 casas e a doação de terreno e materiais de construção para 33 famílias.

No dia 11 de dezembro as equipes da Águas Guariroba deram início às escavações para implementação da rede de água e esgoto no barro José Tavares, local que deve abrigar 31 famílias. O mesmo ocorreu no Jardim Talismã, região que deve abrigar mais 32 famílias. As moradias devem ser entregues em 12 meses.

A retirada priorizou as famílias atingidas pelo incêndio de grandes proporções ocorrido em 16 de novembro, no entanto a prefeitura de Campo Grande garantiu que todas as 187 famílias que residem no Mandela receberão um lar definitivo.