Nesta segunda-feira (11), foi publicada a exoneração do jornalista Guilherme Pimentel, então nomeado na Segov (Secretaria Estadual de Governo de Mato Grosso do Sul). Guilherme já estava afastado das funções após o acidente que vitimou Belquis Maidana, de 51 anos, no sábado (9).

A publicação foi feita no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira. O secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Pedro Arlei Caravina, assina a exoneração do cargo em comissão de direção gerencial superior e assessoramento, ocupado por Guilherme.

Solto com fiança

Em audiência de custódia na manhã de domingo (10), a juíza plantonista May Melke Amaral Penteado Siravegna concedeu liberdade provisória ao jornalista, sob pagamento de fiança de 50 salários mínimos, R$ 66 mil.

O valor foi pago e Guilherme liberado, devendo cumprir medidas cautelares. Ele dev comparecer a todos os atos no processo e não deve obstruir o andamento processual.

Guilherme também fica impedido de praticar nova infração penal dolosa e não pode se ausentar por mais de 8 dias de sua casa ou mudar de endereço sem comunicar nos autos. Além disso, teve a CNH suspensa por 6 meses.

Caso descumpra as medidas, a prisão preventiva pode ser novamente decretada. Além da morte de Belquis, que era passageira de uma motocicleta, o marido dela, que pilotava a moto, foi socorrido em estado gravíssimo para a Santa Casa, onde permanece em coma.

Acidente

O jornalista foi preso em flagrante após o acidente que terminou na morte de Belquis Maidana, de 51 anos. A Polícia Civil indicou que o carro que Guilherme dirigia estava a 100 Km/h.

Ainda conforme a polícia, Guilherme estava na casa de seu companheiro às 5h30 da manhã de sábado (9) onde os dois beberam vinho. Logo depois, o assessor saiu dirigindo o Toyota Etios, carro oficial do Governo, quando ocorreu o acidente na Rua Antônio Maria Coelho.

Guilherme colidiu o carro contra a Honda Biz azul, no cruzamento com a Rua Bahia. Também segundo a polícia, o motorista furou o sinal vermelho, atingindo a moto, que ainda foi arrastada por 25 metros.

O jornalista se recusou a fazer o teste de bafômetro, mas os policiais identificaram sinais de embriaguez, sendo constatada em termo. Guilherme foi ouvido e alegou que no final da noite de sexta-feira (8) e no início da madrugada de sábado (9), teria bebido vinho com o namorado.

Ele contou que estava a caminho do trabalho, pois estava de plantão na Segov. Guilherme foi encaminhado para a delegacia, onde permaneceu até a audiência de custódia.

O caso é tratado como homicídio simples, por considerar que o jornalista assumiu o risco de provocar o acidente por ter ingerido bebida alcoólica, estar acima da velocidade permitida e também ter furado o sinal vermelho.

Ele ainda responde por lesão corporal de natureza grave e conduzir veículo automotor com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool.