A semana política de Mato Grosso do Sul foi marcada por desdobramentos e operações de investigação contra corrupção e desmatamento ilegal no Estado. Nesta sexta-feira (21), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou segunda fase da Operação Tromper, que apura irregularidades em licitações e contratos milionários em Sidrolândia.

A equipe cumpriu nove mandados, sendo cinco mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva. O Jornal Midiamax confirmou a prisão de dois empresários e um servidor municipal. São eles Ueverton da Silva Macedo, que já foi candidato a vereador no município pelo PSD, também Roberto da Conceição Valençuela e o servidor Tiago Basso da Silva.

Além disso, o empresário Ricardo José Rocamora Alves foi alvo do quarto mandado de prisão preventiva, mas segue foragido. O dono de contratos milionários em Sidrolândia foi alvo da primeira fase da operação, quando foi preso e liberado após custódia.

O desmatamento ilegal no Pantanal em fazenda de André Luis dos Santos, o Patrola, virou alvo de investigação da 2ª Promotoria de Justiça de Corumbá. Matéria do Midiamaxpublicada um dia antes do registro da notícia de fato, que retrata a supressão de vegetação em áreas de preservação ambiental, foi anexada aos autos.

Além disso, o governador Eduardo Riedel (PSDB) disse que o Governo de Mato Grosso do Sul irá enviar documentos para a investigação do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) em obras no Pantanal, realizadas pelo empreiteiro André Luiz dos Santos, o Patrola.

Cascalhos de Areia

Desde março, a Justiça tenta citar Ariel Dittmar Raghiant por dívida com município. O arquiteto e sócio proprietário da Coletto Engenharia Ltda (02.125.925/0001-94) foi alvo da Operação Cascalhos de Areia, em junho deste ano.

Também investigado na Operação Cascalhos de Areia, Mehdi Talayeh é acusado de enriquecimento ilícito em obras de Brasilândia, cidade distante 365 km da Capital. O Superintendente de Serviços Públicos na Secretaria de Infraestrutura de Campo Grande é um dos envolvidos no processo que denuncia irregularidades na reforma da Escola Agrícola Julião de Lima Maia.

Retomada de obras e depoimento

Anunciado há mais de 10 anos, o centro de radioterapia do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) terá obras retomadas. O Ministério da Saúde anunciou que a construção deve ganhar um novo capítulo e realizou reunião nesta quinta-feira (20).

Uma empresa foi contratada por R$ 9,9 milhões para realizar as obras do centro. Também nesta semana, o depoimento do TCU (Tribunal de Contas da União) expôs o MPMS (Ministério Público de Mato Grosos do Sul).

Isso porque o Tribunal proibiu corregedor-geral do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios) de ser nomeado em cargo comissionado ou função de confiança, para evitar o recebimento de ‘penduricalhos’. Assim, a sessão acabou expondo o Ministério de MS, por cometer a mesma irregularidade com o corregedor-geral, Silvio Cesar Maluf.

Investimentos e impeachment

Após reunião desta quinta-feira (20), a presidente da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste), Rose Modesto, afirmou que o Centro-Oeste pode receber investimento de US$ 1 bilhão. O encontro contou com a presença do deputado e coordenador da bancada federal de Mato Grosso do Sul, Vander Loubet (PT) e investidores russos.

A LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2024 para Mato Grosso do Sul foi sancionada por Eduardo Riedel durante esta semana. A meta de receita é de R$ 25,48 bilhões para o ano que vem.

Por fim, o pedido de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luis Roberto Barroso, foi assunto entre os parlamentares de MS. Cotada como herdeira dos eleitores de Jair Bolsonaro em 2026, a senadora por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP), se calou sobre o pedido de impeachment de Barroso.

Também senadora por MS, Soraya Thronicke (PODE) afirmou ser contra o impeachment do ministro. Vale lembrar que o ministro recebeu críticas e pedido de investigação após afirmar que ‘derrotou o bolsonarismo’. No Estado, três deputados foram favoráveis e assinaram o pedido de impeachment.