A estátua do escritor Manoel de Barros, localizada na Avenida Afonso Pena com a Rua Rui Barbosa, completou dois anos sem o pé esquerdo. O monumento sofreu vandalismo em abril de 2021 e, agora, o deputado estadual Coronel David (PL) indicou ao Governo do Estado a sua restauração.

Além da restauração, o parlamentar pede a implementação de ações preventivas para proteção do monumento de futuros atos de vandalismo.

Inaugurada em 2017, a homenagem ao poeta foi esculpida em bronze pelo artista campo-grandense Ique Woitschach. A obra, considerada patrimônio cultural do Estado, apresenta danos nos óculos e no rosto, além do pé da escultura que foi serrado.

Manoel Wenceslau Leite de Barros, um dos poetas mais influentes do século XX, deixou um legado significativo na literatura brasileira. Nasceu em (MT) em 19 de dezembro de 1916 e aos 13 anos se mudou para (MS), onde permaneceu até o final de seus dias.

A indicação tem como coautores os deputados Paulo Corrêa (PSDB), Zé Teixeira (PSDB), Junior Mochi (MDB), Marcio Fernandes (MDB), Professor Rinaldo (Podemos), Lidio Lopes (Patriota), Zeca do PT, (PDT), Pedrossian Neto (PSD), Lia Nogueira (PSDB) e Gleice Jane (PT).

Estátua completa dois anos quebrada

Em julho de 2021, a Fundação de afirmou que além da estátua em tamanho real do Manoel de Barros também seriam feitas melhorias no entorno do espaço com nova ambientação para proteção e destaque da escultura, renovação dos jardins, iluminação destacada e novas câmeras de segurança. 

Estátua está na principal avenida de Campo Grande. (Foto: Kísie Ainoã/Jornal Midiamax)

Midiamax acompanha o caso desde o início e a última promessa da FCMS, em outubro do ano passado, era que o autor da obra, o artista Ique Woitschach, seria contratado para fazer a restauração até dezembro de 2022. 

“Informamos que as tratativas para o restauro da escultura de Manoel de Barros, do artista Ique Woitschoch, está sendo finalizada entre a Fundação de Cultura de MS e o próprio artista autor da obra, como também o artista fará o restauro da obra por completo. O investimento está em fase de orçamento e será publicado em Diário Oficial do Estado na sua contratação, e deverá ser concluída até Dezembro/2022”, informou o órgão na época. 

Ique, que atualmente mora no Rio de Janeiro, esteve em Campo Grande em junho de 2021 para visitar a obra e dar início ao processo de restauração, o que não aconteceu até o momento. O artista disse ao Midiamax, em outubro do ano passado, que ainda aguardava a assinatura do contrato.

Restauro poderia custar R$ 140 mil

Na ocasião da reportagem do Midiamax em que detalhava os dois anos do vandalismo na estátua, o então diretor-presidente da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), Max Freitas, disse que o reparo poderia custar R$ 140 mil e envolveria outras intervenções.

À reportagem, ele pontuou que o monumento deveria receber novos investimentos, como jardinagem e iluminação, além do conserto do pé, óculos e pintura da escultura. “Já estamos em conversa com a Energisa, para um patrocínio casado”, afirmou em abril.