Política

#Retrospectiva 2021: Em ano de reviravoltas, política de MS tem novas legendas e até presidenciáveis

Relembre o que marcou a política sul-mato-grossense durante o ano

Renata Volpe Publicado em 26/12/2021, às 08h00

Tereza Cristina (DEM) ministra da Agricultura e Simone Tebet (MDB)
Tereza Cristina (DEM) ministra da Agricultura e Simone Tebet (MDB) - Marcos Ermínio, Jornal Midiamax

No ano que antecede as eleições majoritárias, principalmente com a escolha do Presidente da República, Mato Grosso do Sul esteve em alta, com o nome de dois possíveis presidenciáveis, como o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), e a senadora Simone Tebet (MDB).

Este ano também foi marcado pela união de dois partidos, DEM e PSL, para criação do União Brasil, e com disputa interna, para saber quem deve comandar a nova legenda no Estado: se a bem conceituada ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM), ou a senadora Soraya Thronicke (PSL). 

Terceira via

Com o ex-presidente Lula (PT) e o atual, Jair Bolsonaro (PL), como os principais candidatos à Presidência, a busca pela terceira via deu visibilidade a Mato Grosso do Sul. 

Mandetta colocou seu nome à disposição para disputar as eleições de 2022. Porém, a pré-candidatura parece não ter decolado, tanto é que Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, confirmou o declínio do ex-ministro ao cargo.

Em contrapartida, o MDB lançou Simone pré-candidata à Presidência em evento realizado no dia 8 de dezembro, sendo até o momento, a única mulher a entrar na disputa.

Além disso, o Estado continua no protagonismo, já que a ministra Tereza Cristina foi citada pelo colunista Lauro Jardim, como possível pré-candidata a vice-presidente de Bolsonaro. Porém, Tereza deve mesmo disputar a vaga no Senado Federal.

União Brasil

Só falta o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) homologar a criação do União Brasil, partido que deve apoiar a reeleição de Bolsonaro. A junção das siglas foi aprovada em outubro deste ano, algo que tem sido discutido desde 2019, com a saída de Bolsonaro do PSL. 

PL ganha notoriedade

Dois anos depois de deixar o PSL, Bolsonaro se filiou em novembro ao Partido Liberal. Com isso, há expectativa de grande quantidade de filiações na legenda no Estado, conforme o presidente municipal, deputado estadual João Henrique Catan (PL).

Devem se filiar ao PL durante a janela partidária, em abril de 2022, o deputado Capitão Contar (PSL) e o deputado federal Luiz Ovando (PSL). Já o Coronel David (sem partido) espera uma decisão de Bolsonaro para saber se vai para o PP ou se filiará ao PL. 

Segov

Outra mudança, mas não de partido, mas sim de cargo, foi do atual secretário de Governo, Eduardo Rocha (MDB). Grande apoiador de Reinaldo Azambuja (PSDB) nas eleições de 2018, mesmo com o MDB tendo candidato próprio (Junior Mochi), um ano antes do mandato acabar, o marido de Simone Tebet assumiu a pasta na governadoria.

Ele teve 11 anos de mandato na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), mas decidiu deixar o mandato para ‘cumprir uma missão’ no governo. A decisão de ir para o ninho tucano mesmo sendo filiado ao MDB, partido do ex-governador André Puccinelli, que é pré-candidato ao governo em 2022, parece não ter causado desconforto e nem racha nos emedebistas.

Puccinelli comentou que saída dele da Casa de Leis foi previamente conversada e acordada entre os dois lados. E para não ter ‘traição’, Rocha deve se manter na legenda. Quem assumiu sua cadeira na Alems foi o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, que ocupou ainda a vaga na CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação).

Porém, quem ficou como vice-presidente na Casa de Leis foi o segundo-vice-presidente, o deputado Neno Razuk (PTB). Haverá uma eleição em março de 2022, para definir quem será o vice-presidente.

Eleições Suplementares

Bandeirantes, Sidrolândia e Paranhos foram os municípios de Mato Grosso do Sul com eleições suplementares em 2021. Em Bandeirantes, o interino Gustavo Sprotte foi eleito como o mais novo chefe do executivo do município, em eleição realizada em 7 de novembro.

Já em Sidrolândia, a prefeita interina Vanda Camilo (PP) também foi eleita para o cargo efetivo em junho deste ano. Vanda estava no cargo desde janeiro. Na condição de presidente da Câmara Municipal, ela assumiu a chefia do Poder Executivo devido à impossibilidade de Daltro Fiúza (MDB), que teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral.

Em Paranhos, o prefeito interino Donizete Viaro (MDB) também foi eleito efetivamente em 3 de outubro. A eleição suplementar foi convocada depois de Heliomar Klabunde (MDB) ter sido eleito sub judice em novembro do ano passado. Porém, ele não assumiu a prefeitura por causa da Lei da Inelegibilidade. Portanto, a eleição suplementar é válida para os próximos três anos.

Luto Oficial

A política sul-mato-grossense também teve luto oficial. Um deles foi com a morte do ex-deputado Ary Rigo, que faleceu no dia 30 de setembro, depois de sofrer uma queda em casa e ficar cinco dias internado em hospital de Campo Grande. 

Outro luto foi com a morte do deputado estadual Cabo Almi (PT), vítima da Covid-19 em maio deste ano.Almi pegou a doença, ficou com 50% do pulmão comprometido e faleceu dias depois no Hospital da Cassems, em Campo Grande. Sua cadeira na Casa de Leis é ocupada por Amarildo Cruz. 

O prefeito de Miranda, Edson Moraes também foi vítima da Covid-19 e morreu em maio. Na época, ele e a esposa foram contaminados e Edson recebeu atendimento ainda no Hospital Municipal Renato Albuquerque Filho, em Miranda, mas, devido a complicações, foi transferido para Campo Grande. 

Luta contra a Covid-19

Após sete meses em tratamento devido à Covid-19 em hospital de São Paulo, o vice-governador, Murilo Zauith (DEM),recebeu alta em setembro e foi para casa, em Dourados, onde continua com as sessões de fisioterapia. Zauith foi diagnosticado com Covid-19 em 21 de janeiro e foi internado em 26 daquele mês. Apesar de ter ficado assintomático no início da doença, Murilo foi internado e seguiu fazendo tratamento para recuperação das sequelas que a Covid-19 deixou. Ao todo, são pelo menos sete meses que o vice-governador está fora do cenário político de MS.

Jornal Midiamax