O deputado estadual Rafael Tavares (PRTB) fez requerimento nesta terça-feira (24) ao governo do Estado solicitando informações e providências sobre o bloqueio causado por manifestantes na BR-163, em Campo Grande, na segunda-feira (23).

No documento, Tavares chama quem estava na rodovia de ‘terrorista’. “Tivemos ontem um movimento terrorista na BR-163. Queremos saber quem são essas pessoas, quem financia essas pessoas, que grupo político financia isso”, disse, relacionando que o MPL (Movimento Popular de Luta) teria relação com o PT. O deputado também chamou o presidente de ‘bandido’.

(PT) saiu em defesa do presidente. “Primeiro que nosso presidente não é bandido. É respeitado no mundo como um líder. E já respondendo essa insinuação, que tem relação com o PT, o movimento não tem nada relacionado com o PT”, garantiu.

Protesto

Na segunda-feira (23), representantes do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) se encontraram com membros do MPL (Movimento Popular da Luta) que estavam protestando na BR-163, em Campo Grande. Após uma manhã de bloqueios e congestionamentos, os manifestantes decidiram liberar o trânsito nas duas rodovias federais do Estado.

Segundo Claudia Maria Tadico, ouvidora agrária nacional do MDA, as principais reivindicações dos manifestantes incluem a regularização de dois acampamentos, um em Campo Grande e outro em Naviraí.

Ela ressaltou que “o cadastramento das famílias que desejam ser beneficiadas pelo PNRA (Programa Nacional de Reforma Agrária) será realizado assim que houver recursos orçamentários suficientes.”

Além disso, a ouvidora informou que outras exigências do movimento envolvem melhorias na estrutura do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Os manifestantes solicitam a abertura de novas vagas no órgão.

Outra demanda importante é a criação de uma diretoria dedicada à obtenção de terras para a reforma agrária. Segundo Claudia, “a instituição está fazendo todos os esforços possíveis que não requerem aumento do orçamento disponível em 2023 para retomar o assentamento de famílias rurais sem-terra.”

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