Policial ferido em confronto com indígenas na sexta ainda aguarda cirurgia, diz Choque

PMs foram acionados para atender ocorrência em fazenda de Amambai
| 26/06/2022
- 21:26
Policial ferido em confronto com indígenas na sexta ainda aguarda cirurgia, diz Choque
Três policiais ficaram feridos no conflito com indígenas - Vídeo: Divulgação/PM MS

Dois dos três policiais militares feridos durante confronto com indígenas, na última sexta-feira (25), estão bem e receberam alta, segundo o Batalhão de Choque da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul).

Porém, por orientação médica, um dos militares ainda aguarda para retirada do projétil. Ele foi ferido no fêmur e a bala continua alojada. O estado de saúde dele é estável.

De acordo com a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), a Polícia Militar foi acionada para atender ocorrência de crime contra o patrimônio e crime contra a vida na Borda da Mata, propriedade próxima da aldeia Guapo'y, em Amambai.

No local, os policiais teriam sido recebidos a tiros, conforme divulgado pela Sejusp. Na ação, três militares foram feridos nas pernas e braços. Pelo menos nove indígenas também ficaram feridos e um morreu. O óbito confirmou é o Guarani Kaiowá Vitor Fernandes, de 42 anos.

Ação em Amambai

Desde o dia 19 de junho, a aldeia indígena de Amambai pedia apoio para providências na área de retomada, por questões de conflitos internos. Os problemas antecederam a invasão a uma propriedade rural no dia 23 deste mês e conflito com policiais militares, que resultou na morte do indígena. 

Já no dia 23, marco das primeiras movimentações na Fazenda Borda da Mata, ofício foi encaminhado para a Funai (Fundação Nacional do Índio), MPF (Ministério Público) e Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). No pedido, foi reforçada a situação de conflito interno na aldeia.

A ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar aconteceu após indígenas da etnia Guarani e Kaiowá retomarem uma parte do território de Guapoy, em Amambai. Os militares foram enviados à região e houve conflito.

Neste domingo (26), o MPF (Ministério Público Federal) deu um prazo de 72h para órgãos e entidades oficiais para o envio de informações sobre o confronto. Em nota, o MPF diz que uma perícia antropológica será feita na retomada Guapoy entre os dias 28 de junho e 1º de julho. A perícia será conduzida por analista em antropologia do ministério.

Veja também

Últimas notícias