Geraldo Vera Guarani Kaiowá, 55, acusado de atirar contra o segurança privado Wagner André Carvalho no último dia 3 de janeiro, teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizado nesta quinta-feira (05) em Dourados, cidade a 220 quilômetros de Campo Grande.

Wagner foi atingido no tórax durante conflito por terras que também deixou três indígenas feridos na comunidade Ñu Verá, região da Reserva Indígena de Dourados. De acordo com o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), Geraldo nega a acusação de que seja o autor do disparo.

A defesa do indígena, realizada pela DPU (Defensoria Pública da União) argumenta que a prisão preventiva foi decretada a despeito da “pouca plausibilidade do flagrante”. A DPU agora irá recorrer tomando as medidas de praxe, caso do habeas corpus.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES), membro da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e também do CNDH (Conselho Nacional de Direitos Humanos), chegou nesta quinta-feira (5) em Dourados. Ele integra a comissão de vistoria à comunidade Ñu Verá.