O MPMS (Ministério Público Estadual) converteu procedimento preparatório em inquérito civil que vai apurar legalidade da quebra de contrato da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul) junto aos médicos otorrinolaringologistas e eventual prejuízo aos consumidores, conforme publicação no Diário do MP desta sexta-feira (10).

A investigação correrá na 25ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, comandada pelo promotor de Justiça Fabrício Proença de Azambuja e foi motivada após a Cooperativa de Otorrinolaringologistas de MS procurar o MPMS em setembro do ano passado, para pedir investigação no descredenciamento dos especialistas da rede de atendimento da Cassems, ocorrido em agosto daquele ano.

Na ocasião, 54 médicos foram desligados, o que ocasionou reclamações de pacientes que tiveram tratamentos descontinuados após o descredenciamento dos especialistas. A justificativa para a adoção de uma rede própria seria o custo, que teria saltado de R$ 500 mil para R$ 1,1 milhão, com a mesma quantidade de procedimentos realizados mensalmente.

Porém, para a cooperativa, o atendimento na rede credenciada era mais benéfica a paciente, que poderia escolher o médico de sua preferência, em suas próprias clínicas, “muitas vezes sendo atendidos por anos seguidos, passando de geração em geração, sem que houvesse questionamentos sobre a qualidade do atendimento, nesses quinze anos de parceria”.