Após cinco anos do assassinato da vereadora Marielle Franco, a retomada das investigações será importante para descobrir o mandante, defende o deputado federal Vander Loubet (PT).

Loubet pontua que a apuração do crime deve ir a fundo para ‘revelar a verdade’ sobre a execução da vereadora, que estava em exercício de seu mandato.

“Defendo que as investigações devem ir a fundo para revelar toda a verdade sobre essa execução. A Marielle era uma parlamentar que foi assassinada no exercício do seu mandato, isso é muito grave. Portanto, nada mais justo que as autoridades policiais buscarem não apenas quem apertou o gatilho, mas – o mais importante – descobrirem o mandante do crime”, pontua.

O congressista afirma que ‘é notória’ a relação política do crime e que somente agora, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as investigações tiveram andamento.

“Sobre o fato de as investigações só estarem andando agora, neste novo governo, isso não deveria surpreender ninguém. É pública e notória a ligação e a relação do Bolsonaro com os envolvidos nessa execução”, disse.

Operação

Em 16 de fevereiro, o ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou novas ações nas investigações do caso da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. Ele informou que a apuração contaria com parceria entre a PF (Polícia Federal) e o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).

Assim, a Operação Élpis aconteceu na segunda-feira (24) e prendeu o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel. Ele teria monitorado os passos de Marielle desde 2017.

A ação aconteceu no Rio de Janeiro, deflagrada pela PF, FT-MA (Força Tarefa Marielle e Anderson), e o Gaeco-MPRJ(Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro).

Nos últimos quatro anos, as investigações do caso Marielle caminharam devagar. Durante o período, a Polícia Federal estava sob comando do governo de Jair Bolsonaro (PL).

Os assassinatos ocorreram em 14 de março de 2018, por volta das 21h30. Marielle e Anderson foram mortos em um carro, na rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na região central do Rio de Janeiro.

Eles foram atingidos por diversos disparos e a assessora da vereadora também estava no veículo, mas sobreviveu aos ferimentos.

Vale lembrar também que o policial militar reformado Ronnie Lessa, de 51 anos, está preso na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, desde dezembro de 2020. Ele é suspeito no caso do assassinato da ex-vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.