Autoridades se reúnem em audiência pública e pedem melhorias para BR-060, em MS

BR-060 está esburacada e não tem acostamento, denunciam prefeitos
| 09/05/2022
- 10:34
Alems realiza audiência pública para apresentação de soluções na BR-060
Alems realiza audiência pública para apresentação de soluções na BR-060 - Reprodução

Audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (9), reúne autoridades, como prefeitos, deputados e superintendentes, com pedido de melhorias para a , na região do Bolsão em Mato Grosso do Sul, que segundo eles, há trechos intrafegáveis e registros de mortes nos últimos anos, devido às más condições na rodovia.

A BR-060 vai de Brasília ao município de Bela Vista e é importante via para escoamento no Estado. A rodovia também será parte importante para a Rota Bioceânica entre o Porto de Santos até o Paraguai.

Realizada na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), a audiência contra com a presença do prefeito de Chapadão do Sul, João Carlos Krug (PSDB). Segundo ele, houve aumento no trânsito em 100%, se comparado com 5 anos atrás. “A gente entende como uma das rodovias prioritárias para o Estado. Porém, concentra mais o problema para nossa região Norte e Bolsão”.

Ainda conforme o prefeito, a rodovia precisa de acostamentos e recapeamento. “A empresa contratada em 2018 abandonou a obra. O mesmo trecho feito precisa de recuperação de acostamento e recapeamento. A rodovia passou por diversos governos e já foi construída precariamente”.

Presente na audiência pública, a presidente do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), Vânia Abreu de Melo, afirmou que o conselho ajuda no processo de fiscalização. “Estaremos presentes para garantir que as obras sejam feitas por profissionais qualificados e registrados, para que empresas não abandonem as obras, como foi dito pelo prefeito”.

Conforme o presidente da de Vereadores de Chapadão do Sul, André Ricardo dos Anjos, a rodovia é uma artéria de desenvolvimento. “Um levantamento feito pelo Sindicato Rural aponta que 30 mil caminhões bitrens passaram pela rodovia para levar calcário no ano passado. No período de chuva, a BR fica intransitável. Ambulâncias se deterioram na estrada”.

Um dos pedidos feito por André, é um estudo da BR-060, assim como feito na BR-267. “Nossa demanda é justa e poderia ser feita no mesmo molde pelo comitê”.

Manutenção da BR-060

Presente na audiência, o superintendente do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), Euro Nunes Varanes Junior, disse que há dois contratos vigentes para cuidar da rodovia. “Fazemos serviço de manutenção com dois contratos ativos. Começamos um plano, upgrade no contrato e a contração de uma nova restauração e fazer 43 km de reperfilagem e microrrevestimento, o que vai dar nova cara para rodovia”.

De acordo com o superintendente, sobre a falta de acostamento, em 2013 foi contratada uma empresa para executar a obra, mas houve um problema financeiro e a licitação foi parada por determinação do Ibama. “Uma das propostas que recebemos é para fazermos os 43 km que vai implantar o acostamento”.

Há previsão ainda de projeto de restauração, com licitação a ser lançada até o fim do ano. “Até fim do ano, vamos colocar para licitar e as obras podem começar no início de 2023”, disse Euro Varanes.

Seinfra

Conforme o secretário de Infraestrutura, Renato Marcílio, no caso da BR-060, não há o que ser feito pelo governo estadual. “Cada entidade tem sua área de jurisdição, estamos aqui com posição de ouvinte. O Estado não tem como fazer intervenção na BR-060 ou investir ali”.

Mortes na rodovia

O prefeito de Camapuã, Manoel Nery, afirmou que a BR-060 é o coração do município. “Inclusive é a avenida principal da nossa cidade, a Pedro Celestino e que de fato precisa de vários investimentos”.

Nery relembrou que em 2021, um ciclista se desequilibrou em um defeito na rodovia, caiu embaixo da carreta e morreu. “Ele foi arrastado por mais de 150 metros. Tivemos três ou quatro vezes no Dnit, em Brasília com os senadores, pedindo investimentos para a BR-060”.

Propositor da audiência pública, o presidente da Alems, Paulo Corrêa (PSDB) sugeriu um encontro de contas. “Da última vez que solicitamos isso, nos barraram, mas se for aceito, podemos ter mais agilidade do que o Dnit”.

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