É alvo na Operação Lava Jato

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para que ele prestasse depoimento por escrito à Polícia Federal num dos inquéritos de que é alvo na Operação Lava Jato. Com a decisão, ele deverá depor pessoalmente perante os investigadores.

O depoimento havia sido marcado previamente pela PF para esta quarta-feira (25), mas, segundo o advogado de Calheiros, Eugênio Pacelli, será remarcado.

O inquérito apura a suposta atuação do deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), em nome de Calheiros, para obter propina numa negociação entre a Petrobras e uma entidade que representa a categoria dos práticos, profissionais que conduzem os navios em portos. A defesa de Calheiros e Gomes negam as suspeitas.

Os advogados do senador haviam pedido que o depoimento fosse feito por escrito, de modo que as perguntas fossem enviadas por ofício e aprovadas previamente pelo STF. Em parecer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, opinou contra o pedido, argumentando que tal prerrogativa é válida somente para testemunhas, não para investigados, como Renan Calheiros.

Em seu despacho, proferido na última segunda (23), Teori Zavascki acolheu a manifestação da PGR e negou o pedido e enviou a decisão para a Polícia Federal.