Para se defender, Puccinelli quer acesso a ação de improbidade administrativa

Ele ainda juntou o filho ao time de advogados
| 12/02/2016
- 22:56
Para se defender, Puccinelli quer acesso a ação de improbidade administrativa

Ele ainda juntou o filho ao time de advogados

Logo após ser notificado acerca de ação movida pelo MPE (Ministério Público Estadual) por suposta improbidade administrativa, o ex-governador do Estado, (PMDB), pediu fornecimento integral do referido processo para, segundo ele, tecer defesa em tempo hábil.

No último dia 29, o peemedebista, o proprietário da Itel, João Baird e a própria companhia foram denunciados pelo órgão, pois, de acordo com os autos, a empresa conseguiu mais de R$ 252.529,996 milhões do Executivo estadual com serviços terceirizados em sua maioria de forma irregular. O ex-secretário de Estado de Fazenda Mario Sérgio Lorenzetto, o ex-adjunto da pasta André Luiz Cance, o ex-superintendente de Gestão da Informação Daniel Nantes Abuchaim, completam a lista de requeridos.

Para se defender, Puccinelli quer acesso a ação de improbidade administrativaO juiz Marcelo Ivo de Oliveira concedeu prazo de 15 dias para que todos apresentem defesa por escrito. No entanto, somente Puccinelli e a Itel foram notificados até agora. O ex-governador também aumentou o time de advogados, incluindo o filho, André Puccinelli Junior.

Caso – Entre os fatos apontados pela investigação, está a ligação de Baird com o Governo do Estado que nasceu na década de 1990 e se fortificou nas duas gestões de Puccinelli. Enquanto três companhias supostamente ligadas ao empresário, Itel Informática, Digithobrasil Desenvolvimento de Software e Outsourcing e PSG Tecnologia Aplicada, abocanhavam contratos, o peemedebista e o PMDB conseguiam doações milionárias para financiar campanha eleitoral.

Os mesmos promotores de Justiça que compõem força-tarefa da Operação Lama Asfáltica, Thalys Franklyn de Souza, Tiago Di Giuliu, Fernando Zaupa e Cristiane Mourão, assinam a ação. Todos os representados devem apresentar contestação. De acordo com os autos do processo, protocolado na última segunda-feira (25), a investigação é fruto de denúncia anonima feita em 2006 ao MPE sobre terceirização irregular.

Em dezembro de 2006 foi firmado contrato com a Itel e, mesmo cientes das irregularidades, André Cance e Daniel Abuchaim acrescentaram aumento de funcionário aumentando em 14,67% o valor global da contratação. Além disso, o contrato foi acrescido de cinco prorrogações estendendo até fevereiro de 2012 essa prestação de serviço, “prazo muito superior ao que é permitido por lei”, tudo com autorização do então governador, segundo os promotores.

Ainda conforme os autos, tudo funcionava da seguinte forma, Lorenzetto assinava termos aditivos que permitiam "a perpetuação da terceirização ilícita e o aumento dos funcionários terceirizados". Enquanto, Cance e Abuchaim “apresentaram justificativa de suposta necessidade de prorrogar terceirização, além de terem atestado a notas fiscais e consequentemente viabilizando o respectivo pagamento à empresa ora requerida”.

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