Morreu na manhã deste domingo (01), a menina de três anos, que foi picada por um escorpião, em Ribas do Rio Pardo, a cerca de 100 km de quilômetros de . Maria Fernanda foi encaminhada primeiramente para a da capital, mas, devido à gravidade do estado de saúde, foi transferida para o Regional.

A confirmação do óbito foi praticamente no mesmo horário da alta de um menino de 8 anos, que também foi picado por um escorpião, em Ribas do Rio Pardo. Nesta semana, a família de Maria Fernanda chegou a pedir uma corrente de orações para ajudar a salvar a vida da criança, mas o estado de saúde se agravou nas últimas horas.

Nas redes sociais, muitas mensagens de amigos e, principalmente, de familiares de Maria Fernanda. Em uma delas, no Facebook da mãe da menina, Vanessa Custódio, estão as palavras: “A minha princesa, quanta falta você vai fazer. Obrigado por sua linda passagem aqui na terra, nós te amamos muito! É com coração partido, até breve Maria Fernanda. E de onde ela estiver, vai ter muito orgulho da mãe maravilhosa e guerreira que ela teve. Eu te amo. Nossa princesa agora descansa ao lado do Pai”. Na sequência, muitas mensagens de forças e sentimentos à família de Maria Fernanda.

Esta é a segunda morte de criança picada por escorpião em Ribas do Rio Pardo. Pyetro Gabriel Arguelho, de 5 anos, morreu no dia 22 de agosto após outro incidente na mesma cidade.

Maria Fernanda foi picada por um escorpião enquanto dormia, na noite de segunda-feira (25). Ao Jornal Midiamax, um familiar da criança relatou que o estado de saúde era considerado gravíssimo, mas pediu que a privacidade da família fosse preservada. “Agradecemos muito a Deus pelos atendimentos recebidos e aguardamos um milagre”, disse.

Na torcida pela recuperação da criança, amigos e familiares promoveram uma corrente de oração, divulgada por meio das redes sociais. “Peço a todos encarecidamente que nos ajudem em uma corrente de orações para a pequena Maria, teve várias picadas de escorpião, está em estado grave em Campo Grande. Que Deus de esse livramento para esse anjinho”, diz a mensagem compartilhada nas redes sociais.

Outras vítimas de escorpião na mesma cidade

menino, de 8 anos, picado no sábado (30) por um escorpião da espécie Tityus serrulatus, popularmente conhecido como escorpião amarelo, em Ribas do Rio Pardo, teve alta manhã deste domingo (1º) após ser transferido para o Hospital da Unimed em Campo Grande. 

A criança foi picada quando colocou a mão embaixo de uma caixa d’água de plástico, na área rural da cidade. O pai contou ao Notícias do Cerrado que na mesma hora colocou o filho no carro e levou ao hospital. O hospital informou que a criança deu entrada às 15h07 com picada na mão, consciente, com muita dor no local e episódio de vômito. 

“Foi administrado soro antiescorpiônico, medicamentos para dor, e solicitados exames e transferência do paciente para instituição hospitalar em Campo Grande, com especialista pediátrico. Paciente transferido às 17 horas, para hospital privado”, informou a nota da prefeitura.

O pai ainda informou que o filho fez exames por precaução e que está bem.

No mesmo dia, um homem, de 30 anos, foi picado pelo inseto também em Ribas. Ele foi levado para o hospital municipal, onde recebeu soro antiescorpiônico, ficou em observação e teve alta.

Em agosto, um menino de 5 anos morreu ao ser picado por um escorpião. Ele chegou a ficar uma semana internado no em Campo Grande.

A criança teria sido picada pelo escorpião ao colocar um sapato, enquanto se arrumava para ir à escola.

Duas mortes de crianças em 2022 causadas por escorpião

No ano passado, duas criançasuma menina de três anos e um garoto de sete, de Paranaíba e Cassilândia, morreram por picada do animal peçonhento. A incidência pode ter influência com o clima úmido e calor intenso.

O ataque de escorpião a duas crianças em um curto espaço de tempo reacendeu um grave alerta para as picadas desse animal, que podem levar à morte. Em caso de acidente, o paciente deve ser levado para tratamento imediato. Porém, em Mato Grosso do Sul nem todas as cidades disponibilizam soro antiescorpiônico.

Procure um médico

Levantamento do Civitox MS (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica de Mato Grosso do Sul) aponta 3.205 ataques de escorpiões em 2022, sendo 1.101 em Campo Grande.

responsável clínico do Civitox MS e professor adjunto de dermatologia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Alexandre Moretti de Lima, explica que a primeira coisa a fazer após uma picada de escorpião é procurar imediatamente o atendimento de emergência para verificar a gravidade do acidente.

“É importante levar o escorpião porque no posto de saúde vai tirar foto e mandar para os biólogos do Civitox para analisar a espécie”, ele orienta. 

Geralmente, com o uso de pá ou vassouras, as pessoas empurram o escorpião para dentro de um frasco.

Alexandre afirma que a maioria dos casos é leve e os tratamentos geralmente são para dor. Contudo, há uma parte de casos moderados e graves que necessitam de soro antiescorpiônico. 

Como evitar o escorpião?

Campo Grande ainda não vive a época mais propícia para aparecimento de escorpiões, que seriam primavera e verão. Contudo, como o inverno no Estado tem a tendência de ser mais quente, alguns animais saem das tocas, bueiros, esgotos e caixas de gordura à procura de alimentos. 

“É importante manter o condicionamento dos lixos sempre fechados, armazenados em locais específicos, evitar entulhos, deixar sempre limpo terrenos baldios. Em casa, é fundamental fechar ralo, frestas, colocar água sanitária nos ralos, nos buraquinhos em que eles podem sair, diminuindo a proliferação”, explica o especialista. 

Todas essas dicas são importantes para evitar o aparecimento de escorpiões e dos insetos, como baratas e moscas – que são os alimentos do animal peçonhento. 

“A dedetização ajuda a controlar os insetos. Se controla os alimentos, você não traz o escorpião para próximo do ser humano”, afirma Alexandre. 

Ele também ressalta a importância de monitorar as crianças, já que elas são as mais vulneráveis para casos graves. Os sintomas iniciais que indicam sinal da gravidade são náuseas, vômitos, salivação e palidez. 

Para orientação ou tirar dúvidas, os telefones do Civitox são (67) 3386-8655, 0800-722-6001 e 150.

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