Promotor executado na Colômbia também investigava ligação da máfia italiana com PCC

Marcelo Pecci teve reunião na Argentina em dezembro do ano passado
| 17/05/2022
- 07:39
Promotor executado na Colômbia também investigava ligação da máfia italiana com PCC
Encontro aconteceu na Argentina (Foto: Reprodução/Twitter)

As investigações sobre ações da 'Ndrangheta', grupo da máfia italiana e do PCC (Primeiro Comando da Capital) sobre o tráfico de cocaína para a Europa passaram também pelo promotor Marcelo Pecci, que foi executado na terça-feira da semana passada (10) na .

Em dezembro do ano passado, ele se encontrou com um representante da polícia italiana para tratar das ações envolvendo as duas organizações criminosas, conforme o Última Hora. A reunião foi registrada pelo próprio promotor em sua página no twitter.

"Encontrei-me em Buenos Aires com o adido da polícia italiana. Ratificamos ações conjuntas com o Ministério Público, como diretor exclusivo de investigações criminais no Paraguai, no caso de possível presença da máfia italiana em geral e da 'Ndrangheta', em particular", postou Pecci.

De acordo com o Ministério Público do Paraguai, relatórios mais recentes mostram que os avanços da máfia calabresa em território paraguaio acontecem com a ajuda de membros do PCC que atuam em cidades da fronteira. 

Levantamentos da DEA (Agência de Inteligência Antidrogas) dos Estado Unidos apontam que a cocaína comercializada na Europa é administrada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em parceria com ‘Ndrangheta’, máfia italiana, com origem na Calábria.

Segundo investigações que estão sendo feitas desde 2019 e intensificadas há alguns meses pela polícia americana e também pelo comando tripartite, que envolve Brasil, e Paraguai, os representantes da máfia calabresa já estariam com bases instaladas em cidades paraguaias em regiões de fronteira.

Os relatórios de inteligência internacional revelam que a ‘Ndrangheta’ consegue a cocaína diretamente de fornecedores paraguaios e faz um outro contrato com o PCC para transferir a droga ao porto de Santos (Brasil) e de lá entrar no mercado europeu.

Os documentos que eles manejam nos EUA e na Itália, de acordo com informações das agências envolvidas nas investigações, confirmam que o contrabando de cigarros segue a mesma rota de drogas e recebe proteção do grupo de traficantes do PCC.

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