O fim de semana foi violento em , com cinco pessoas executadas a tiros em regiões diferentes: Universitário, Guanandi, Centro-Oeste e Mata do Jacinto. Um dos executados tinha 16 anos, Breno Henrique Dias Rodrigues.

Dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) são de que de janeiro até outubro deste ano já foram 95 assassinatos, um aumento de 7,9%. No mesmo período do ano passado foram 88 homicídios, em Campo Grande. 

Cristian Alcidez Valiente, de 37 anos, foi assassinado em uma conveniência no Bairro Guanandi, na noite de sexta-feira (21). O autor do crime, de 29 anos, que veio do e um comparsa, de 33 anos, foram presos pelo Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e GOI (Grupo de Operações e Investigações) neste domingo (23).

De acordo com a polícia, diligências chegaram até a identificação do autor, oriundo do Rio de Janeiro, de 29 anos, que veio a Mato Grosso do Sul para realizar o crime. Ele foi preso em quando retornava ao seu estado. Comparsa dele no crime, de 33 anos, morador de Campo Grande, também foi preso.

Mortes no fim de semana

No sábado (22), Carlos Henrique foi assassinado na frente da família, no Bairro Universitário. Carlos foi executado da mesma forma que o irmão. Os irmãos teriam se envolvido em uma briga tempos atrás no e agredido diversas pessoas, incluindo os possíveis autores. Por isso, uma das linhas de investigação é que tenha sido motivado por vingança.

Jheferson Luiz Nogueira da Paixão, de 31 anos, foi assassinado a tiros, no portão da casa da ex-namorada, no Bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande. O crime aconteceu na noite de sábado (22). A ex relatou aos policiais que Jheferson estava a ameaçando há dias. Ela tinha medida protetiva contra ele. Por volta das 23h40 do sábado, o rapaz foi até o portão da jovem novamente. Ainda de dentro de casa, ela ouviu um veículo chegar e em seguida barulho de tiros.

Na noite de domingo (23), no Bairro Centro-Oeste, dois foram executados a tiros. Breno Henrique Dias Rodrigues, de 16 anos, e Tiago da Silva Cuellar, de 34 anos, conhecido como ‘Gamba'. Tiago tinha mais de 11 passagens pela polícia, que incluíam tráfico de drogas, ameaça, lesão corporal dolosa, e homicídio na forma tentada, além de porte ilegal de de fogo de uso restrito. 

Breno tinha uma passagem por furto. Uma testemunha que mora nas proximidades de onde aconteceu o crime contou para a polícia que ouviu os disparos e saiu para ver o que havia ocorrido, abrindo a porta do carro na tentativa de ajudar, mas os dois já estavam mortos.