Após meses afastada da mídia, a sucuri Gaby, do Bioparque Pantanal, volta a ser notícia. Desta vez, por restos de pele espalhados em seu tanque no Aquário dos Altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

Isso porque, nesta terça-feira (15), feriado da Proclamação da República, o Bioparque Pantanal divulgou vídeos do tanque da sucuri Gaby e indicou nas imagens a troca de pele da majestosa. Na gravação, é possível observar que a cobra deixou para trás sua antiga “roupa”.

“Alguém trocou de pele por aqui e está ainda mais bonita. A sucuri troca de pele a cada 45-60 dias. Ela utiliza o atrito com as pedras e os troncos para auxiliar no processo”, explica o Bioparque. Veja no vídeo:

Antes de trocar de pele, as sucuris ficam com o corpo e os olhos com um aspecto acinzentado ou esbranquiçado. E justamente por isso, em uma ocasião anterior, Gaby deu o que falar.

Sucuri do olho branco?

A famosinha sucuri celebridade de Campo Grande causou em junho quando ao dar uma voltinha no Parque das Nações e exibiu um “olho branco” (indicando que uma troca de pele estava próxima). Gaby chamou a atenção e despertou a curiosidade dos campo-grandenses.

Este processo se chama ecdise e pode durar entre 10 e 15 dias – período em que a pele da cobra fica esbranquiçada e os olhos ficam opacos – exatamente como os de Gaby na imagem abaixo.

Sucuri do Bioparque Pantanal

Da espécie sucuri-verde (Eunectes murinus), Gaby tem em torno de 3 metros de comprimento e veio de um local de preservação da fauna do Pará. Conforme o biólogo Allyson Favero, a serpente foi resgatada com ferimentos ainda bem jovem.

“Ela chegou com alguns machucados, provavelmente foi capturada. Teve os primeiros atendimentos e criaram ela [no Pará], já que provavelmente não tinha capacidade de voltar a natureza”, diz. Mas, por ser criada com a presença humana, fazer seu manejo não é uma tarefa difícil. “[…] ela é bem calma, não se assusta com a presença de pessoas”, ressalta o biólogo.

De acordo com o Bioparque, a sucuri é a maior serpente do mundo em volume corporal, podendo ultrapassar os 6 metros. Sua expectativa de vida é de 10 anos em ambiente natural e de 30 anos em cativeiro.

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