Empurrando um carrinho de som, gaúcho roda o país levando sua música aos mais diversos rincões

Com um carrinho de som, que mais parece de feira, Pedro Altamir Machado, de 57 anos, ou apenas Machadinho, como é conhecido, roda o País inteiro levando sua música. Por tudo quanto é canto do Brasil já passou. Claro que não conhece tudo mas, por pelo menos umas 100 cidades deixou as canções que falam […]
| 01/08/2014
- 19:55
Empurrando um carrinho de som, gaúcho roda o país levando sua música aos mais diversos rincões

Com um carrinho de som, que mais parece de feira, Pedro Altamir Machado, de 57 anos, ou apenas Machadinho, como é conhecido, roda o País inteiro levando sua música. Por tudo quanto é canto do Brasil já passou. Claro que não conhece tudo mas, por pelo menos umas 100 cidades deixou as canções que falam do sul e da rotina de viajante.

Natural de Santo Ângelo, interior do Rio Grande do Sul, Machadinho mora pelas estradas e em Cascavel, no Paraná, onde está a filha Estephanie e a mulher Silvana. “Vivo mais na estrada, já minha família no Paraná”, diz.

Acostumado à rotina de viagens, ele conta não sentir falta de ter um lugar estabelecido, a única dor no coração é a saudade da família. “Me acostumei a sair viajando levando minha música. Vivo disso. Sustento minha mulher e minha filha assim, viajando e cantando. Sinto falta delas, mas não consigo deixar a estrada”, diz.

Músico independente, o gaúcho conta que, atualmente, seus CDs foram feitos em gravadoras. Mas, por muito tempo, até a produção era na raça. Assim como segue a divulgação. “Sempre trabalhei deste jeito. Levando minha música para as pessoas conhecerem. Hoje, mesmo se uma gravadora me disser fica em casa que eu divulgo teu trabalho, não quero”, diz.

Das andanças, conta que o melhor, é conhecer as pessoas e ouvir histórias diferentes da sua. Muitas até viraram música e foram parar nos CDs.

Com quatro álbuns gravados, e muita história para contar, Machadinho diz que já gravou com o Grupo Tradição e Xiru Missioneiro, ambos, sucesso total entre a gauchada.

E é em meio aos conterrâneos, que Machadinho encontra apoio. Ele conta que sempre que chega a uma cidade nova busca lugares onde os gaúchos gostam de ficar. Para dormir, não se preocupa, quando não encontra pouso entre os páreos, a Kombi em que viaja vira hotel. “Durmo na Kombi mesmo. Carrego tudo nela. Hoje ela está no conserto, mas não me deixa na mão”, diz.

Parceiro

O tecladista Paulo Henrique Evaristo, de 31 anos, é o companheiro de viagem de Machadinho. A parceria que vai além da música, já que os dois se apoiam um ao outro em tudo, já dura anos. E Paulo Henrique diz já nem lembrar quanto tempo está na estrada. “Nem sei há quanto tempo estamos rodando, só sei que não deixo essa vida por nada”, diz.

Assim como o parceiro, Paulo diz que o que mais lhe encanta na vida andarilha são as pessoas e as histórias que conhece pelo caminho. “É sempre um lugar novo, uma pessoa nova. Tudo diferente”, diz.

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