A ACP (Associação Campo-grandense de Professores) protocolou um ofício na prefeitura de Campo Grande na quarta-feira (11), pedindo agenda com a prefeita Adriane Lopes (Patriota) no dia 16 de janeiro. A ideia é retomar as negociações sobre o reajuste salarial da categoria.

O ano passado terminou sem acordo entre município e professores, mesmo após greve, paralisações e diversas rodadas de negociação. Os professores querem o cumprimento da Lei Municipal 6.796/2022, sancionada ainda na gestão de Marquinhos Trad (PSD).

Por sua vez, a prefeita fez propostas que não chegam no valor estabelecido na lei e alega que a lei citada é inconstitucional. Ela ainda alega que o reajuste de 10,39%, faria com que os gastos com pessoal ultrapassassem o que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Apesar da prefeita ter dito que voltaria a negociar com a categoria no dia 15 de janeiro, a iniciativa de voltar à mesa de negociações partiu dos professores. A ACP aguarda retorno do ofício enviado, para confirmar agenda na segunda-feira (16).

Ano terminou sem acordo

Após greve, paralisações e várias rodadas de negociação em dezembro, 2022 terminou sem acordo. A última proposta apresentada pela prefeitura, foi rejeitada pelos professores no dia 20 de dezembro de 2022.

Na última contraproposta apresentada, o município ofereceu auxílio-alimentação e parcelamento dos 10,39% em duas parcelas, até março de 2023. Proposta semelhante a essa, que incluía o parcelamento do reajuste e o auxílio-alimentação, já havia sido rejeitada pela categoria no dia 16.

Após rejeitar a contraproposta, os professores decidiram iniciar uma campanha intensa para conscientização dos campo-grandenses a respeito da desvalorização que a categoria alega sofrer, diante do não cumprimento da Lei Municipal 6.796/2022, sancionada ainda na gestão de Marquinhos Trad (PSD).