Após ser deflagrada a Operação Make-up Accounts, a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) divulgou Nota de Esclarecimento sobre o caso. Segundo a instituição, a ação policial foi motivada por denúncia a partir de irregularidades descobertas pela própria Universidade.

“Nessa apuração, feita mediante análise de documentos financeiros e da atividade bancária da fundação, chegou-se a evidências de que o funcionário, que há cinco anos ocupava o cargo de gerente executivo do órgão, atuava no desvio de montantes retirados de recursos recebidos para o investimento em projetos da universidade”, diz a UFGD.

Ainda de acordo com a UFGD, o modo de do gerente consistia no pagamento de boletos em nome de terceiro, porém em seu próprio benefício, cujo pagamento era feito via conta bancária da Funaepe.

“O artifício utilizado para esconder os desvios se dava por meio da adulteração dos extratos de movimentação bancária em software de edição de textos. Assim, retirados os indicativos do pagamento de boletos indevidos e alterado o valor do saldo da conta, as atividades financeiras aparentavam normalidade”, diz instituição.

Segundo a universidade, a Funaepe rapidamente atuou no sentido de demitir o funcionário sob suspeição e encaminhar o caso aos órgãos competentes, como Polícia Civil, e ministério público Estadual. Até o momento, a investigação identificou o desvio de aproximadamente R$ 563 mil efetuado pelo ex-gerente.

Funaepe apoia programas e projetos de ensino da UFGD (Foto: Marcos Morandi, Midiamax)

A UFGD também esclarece que a Funaepe é uma entidade sem fins lucrativos, com CNPJ próprio, estabelecida para apoiar técnica e financeiramente programas e projetos de ensino, de pesquisa, de extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico da UFGD.

“(…) todos os trabalhadores da Funaepe são contratados em regime CLT e não possuem vínculo trabalhista ativo com a UFGD, ficando o vínculo com a universidade representado pela presidência da fundação, necessariamente ocupada por ativo da instituição de ensino”, conclui a UFGD.

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