As chamas de incêndios assolam o Pantanal de Corumbá, a 417 quilômetros de , inserindo a região em situação de emergência. A cidade marcou a maior temperatura do Brasil nas últimas 24h, com calor de 43,3°C na terça-feira (14).

Outros municípios também estão listados no monitoramento do Inmet (Instituto Nacional de ), como Água Clara (41,3°C) e Aquidauana (41,2°C). Minas Gerais lidera em quantidade de regiões no ranking nacional, com sete cidades variando de 42°C a 40°C.

Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), imagens de satélite indicam fumaça sobre a metade oeste e sul do .

Por enquanto, a previsão indica tempo estável, com predomínio de sol e variação de nebulosidade devido à atuação de uma alta pressão atmosférica em médios níveis da atmosfera. Porém, não se descartam chuvas e tempestades. São esperadas altas temperaturas, com valores entre 40 e 43°C e baixos valores de umidade relativa do ar, entre 10 e 30%, com destaque nas regiões pantaneira, norte e .

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Fonte: Inmet

Onda de calor

A onda de calor que atinge principalmente o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil chegou em uma época do ano em que, normalmente, a estação chuvosa já está estabelecida e em que as nuvens funcionam como uma espécie de controle das temperaturas. A ausência dessa defesa, segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia, Anete Fernandes, potencializa os efeitos do fenômeno climático.

“Quando a gente tem ausência de chuva nesta época do ano, que chamamos de veranico, a ausência de nuvens favorece uma grande incidência de radiação na superfície, que é o que está acontecendo agora. Então, as temperaturas se elevam muito”, contou.

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