Campo Grande teve a primeira Marcha de Homens da história na Avenida Afonso Pena, na manhã desta segunda-feira, quando se comemora o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, também conhecido como o Dia do Laço Branco.

O evento teve participação da modelo e ativista pela causa, Luiza Brunet, que marchou junto com o prefeito Marquinhos Trad (PSD) e a primeira-dama, Tatiana Trad. A marcha partiu do Paço Municipal e seguiu até a Praça do Rádio e contou com a participação de homens da Prefeitura, servidores, policiais e demais convidados.

A ativista Luiza Brunet destacou a importância de ter homens participando desse tipo de ação. “Sempre falo, desde que me tornei uma ativista mais consciente e atuante, da importância da inclusão dos homens na fala da pirâmide da violência contra a mulher, pois precisa ter esse entendimento de um para outro, por que isso acontece? Como vamos cuidar disso juntos como sociedade, maridos e como agressor? Fiquei surpresa com a quantidade de homens no evento, não é fácil assumir que estão marchando em prol do fim da violência doméstica”, declarou.


Luiza Brunet na marcha de homens contra a violência contra a mulher em Campo Grande – Foto: Marcos Ermínio / Midiamax

Para a modelo, a ação contra a violência doméstica deveria ser a nível mundial. “É a maior pandemia global do mundo, deveria ser feito para conscientização global”, pontuou.

A ação faz parte da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, da Semu (Subsecretaria de Políticas para a Mulher). 

A subsecretária de Políticas para a Mulher, Carla Stephanini, destaca a importância de sensibilizar os homens também pelo fim da violência contra a mulher. A marcha acontece pela primeira vez com a mobilização de homens.

“A SEMU faz o atendimento à mulher vítima de violência doméstica, porém, é fundamental trabalhar a prevenção não só com elas mas com os homens também, desconstruindo ideias arraigadas em nossa sociedade, chamando a atenção deles sobre comportamentos machistas e prejudiciais às mulheres”, disse Stephanini.