Gerson Claro pediu exoneração

Para o presidente do Sindetran-MS (Sindicato dos Servidores do Detran-MS), Octacílio Sakai Júnior, o novo nome a ocupar a diretoria do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) é uma incógnita, porém espera que um servidor de carreira seja indicado. 

Gerson Claro, ex-diretor-presidente do órgão, e outros quatro diretores do primeiro escalão do Detran são investigados por envolvimento em fraude de contratos de tecnologia firmados entre o departamento e empresas de informática. Eles pediram exoneração após escândalo revelado pela Operação Antivírus, deflagrada nesta terça-feira (29) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

“Estamos numa incógnita, não sabemos de nada. O que todo servidor queria é que fosse realmente o discurso do Azambuja, que fosse um servidor de carreira. Gostaríamos que fosse uma pessoa que veste a camiseta do órgão e queira deixar um legado. Não que seja uma pessoa escolhida pelo fator político”, enfatiza Sakai.

Segundo o presidente do Sindetran, a maioria dos envolvidos na operação são comissionados. “Não tem ninguém de carreira e que se preocupa com o órgão. Colocar pessoas políticas num órgão técnico é inversão de valores”, completa.

Servidores ‘sonham’ com nomeação técnica no Detran-MS, mas esperam outro político

Sobre a possível indicação do ex-prefeito de Nova Andradina, Roberto Hashioka, Sakai diz que vai torcer e desejar boa sorte. “Conheço muita gente de Nova Andradina e já falaram muito bem dele, fez bastante coisa boa. Desejo boa sorte e dizer que ele pode contar com o sindicato. Queremos o bem do Estado, do Detran e da sociedade”, declara.

Por não ser um servidor de carreira, o presidente do Sindetran-MS não quis se manifestar e espera pela administração de Hashioka. “Não posso julgar ainda. Espero que ele ouça o servidor de carreira que tem muitas ideia”, complementa.