Deputado federal de MS comemorou aprovação de processo no Senado

Para o deputado federal de Mato Grosso do Sul Luiz Henrique Mandetta (DEM), o Brasil reencontrou a esperança com Michel Temer na presidência da república. Segundo ele, o país precisa avançar e comemorou a aprovação do relatório que prevê o impeachment da agora presidente afastada Dilma Roussef. Temer foi empossado nessa quinta e na mesma data nomeou seus 23 ministros.

“O Brasil precisa avançar. Nós reencontramos com a esperança e há um grande esforço de unificação do país”, destacou o parlamentar. Mandetta explicou que apesar de ser lamentável para o país ter um segundo impeachment na história recente da democracia, a decisão dos senadores vai ao encontro da insatisfação de milhões de brasileiros com o atual governo e pune a presidente por crime de responsabilidade.

“As vítimas do seu crime são os milhares de desempregados, a perda da estabilidade econômica e todos que sofrem o impacto dessa recessão”, enfatizou. Sobre a expectativa de um novo governo, o deputado garantiu que o país necessita de grandes mudanças.

“A continuidade administrativa precisa de um pacto com todos os brasileiros, onde algumas reformas precisam ser feitas, onde o enxugamento da máquina pública e o equilíbrio fiscal terão que ser conquistados, onde uma reforma política se impõe. Não podemos mais passar por uma crise desse porte sem ter uma válvula mais factível para que se possa interpretar a vontade popular”, alertou.

Próximos passos

Agora, o Senado passará a colher provas, realizar perícias, ouvir testemunhas de acusação e defesa para instruir o processo e embasar a decisão final. O julgamento será presidido pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski.

O impedimento definitivo da presidente depende do voto favorável de dois terços dos 81 senadores (54), em julgamento que ainda não tem data para ocorrer. O afastamento de Dilma Roussef (PT) foi decidido por 55 votos a 22, em sessão que durou todo o dia de quarta-feira e madrugada de quinta-feira.

Desta forma, Dilma Rousseff foi à primeira mulher eleita presidente do Brasil e afastada, interrompendo um ciclo de 13 anos e meio do PT no poder. Com a derrota, a petista será agora afastada por até 180 dias, período em que o vice Michel Temer assume o cargo.