Em MG, governo petista conseguiu conter paralisação da categoria

Mato Grosso do Sul pode ser o último dos cinco estados brasileiros governados pelo PSDB a enfrentar uma de . A categoria anunciou que cruza os braços a partir de quarta-feira (27), acompanhando movimentos que já acontecem em , Paraná, Pará e Goiás, onde os governadores também são tucanos, além de Santa Catarina, Pernambuco e Sergipe.

A decisão de entrar em greve foi tomada na sexta-feira (22) pela categoria, e é considerada ‘de motivação politica’ pelo Governo. Os professores querem 10,98% de reajuste e, apesar de já estarem acima do piso nacional com aumento de 13,1% concedido no começo do ano por Reinaldo Azambuja (PSDB), rejeitam a proposta adicional do governo, de 4,72%.

O problema começou quando o governador anterior, André Puccinelli (PMDB) deixou ‘armadilhas’ em leis estaduais que aprovou com efeito a partir do mandato de quem o sucedesse. No apagar das luzes, o peemedebista antecipou correção de perdas salariais, segundo a Procuradoria-Geral do Estado, deixando a conta para o próximo governo.

Por outro lado, a  (Federação dos Trabalhadores em Educação) tem ligação histórica com o PT, principal adversário dos tucanos, e o atual presidente da entidade, Roberto Botarelli, chegou a ser cotado para compor a chapa petista na disputa ao governo, em 2014.

Resto do País

Em São Paulo, governado por Geraldo Alckmin, a greve já dura 70 dias – a maior da história na rede estadual de São Paulo foi de 80 dias, em 1989, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Os professores paulistas pedem 75% de reajuste, enquanto a gestão tucana alega já ter dado aumento há menos de um ano.

No Paraná, o governo de Beto Richa trava uma queda de braço com a categoria. Este ano já houve duas greves, a segunda dela completando um mês nesta segunda-feira (25) – os professores paranaenses pedem 8,17% de reajuste salarial.

Simão Jatene enfrenta no Pará uma greve que já dura mais de dois meses. Na sexta-feira, a categoria decidiu manter a paralisação, reclamando pagamento retroativo a janeiro do piso salarial.

A situação em Goiás é semelhante, onde o governador, Marconi Perillo, tenta derrubar o movimento na Justiça. Os professores começaram a greve no dia 13 de maio pedindo, entre outras coisas, a antecipação do pagamento do piso – a paralisação, no entanto, estaria atingindo somente pequena parte das 1,1 mil unidades estaduais de ensino.

Oficialmente, até agora, apenas no governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), entrou no mérito político da questão. Ele conseguiu segurar os professores mineiros de iniciar uma greve e, em seguida, aproveitou para criticar os estados onde a categoria está parada.

“Ao contrário de outros estados, onde nós estamos assistindo até espetáculos lamentáveis de agressões aos professores, em Minas nós construímos o diálogo, o consenso”, disse durante agenda pública na semana passada. “Ele não alcança nem de longe o piso do Paraná. Quando Pimentel atingir esse piso, pode vir discutir comigo”, rebateu o paranaense Richa.

Tirando os estados governados pelo PSDB, há greve de professores em Santa Catarina, onde o governador é Raimundo Colombo (PSD); em Pernambuco, de Paulo Câmara (PSB); e em Sergipe, onde o governador é Jackson Barreto (PMDB). Exceto no Paraná, nos demais estados a disputa entre categoria e governos foi parar na Justiça.

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