Lucas Pergentino Câmara, de 29 anos, foi condenado, nesta terça-feira (17), a 18 anos de prisão por ter matado a ex-mulher, Maria Graziele Elias de Souza, de 21 anos, com golpe de mata-leão em abril de 2020, em Campo Grande.

A sentença foi proferida pelo juiz Carlos Alberto Garcete, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri em Campo Grande. Câmara foi condenado por homicídio qualificado por asfixia, traição e feminicídio e ocultação de cadáver. A pena total é de 18 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial fechado.

Sentença foi proferida na tarde desta terça-feira (Foto: Alicce Rodrigues / Midiamax)

Lucas não aceitava fim de relacionamento

Conforme a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Lucas e Maria Graziele conviveram maritalmente por aproximadamente 8 anos. No entanto, em abril de 2020 estavam separados, embora Lucas tentasse incessantemente reatar. Além disso, há indícios de que ele era muito ciumento e possessivo e monitorava todas as redes sociais da vítima.

Assim, depois de passarem a noite juntos, por volta das 14 horas do dia 14 de abril de 2020, Lucas buscou a vítima no serviço. Em seguida, foram para a casa dele, no Parque do Lageado, para comemorar o aniversário do réu. Com isso, os dois ficaram na residência e chegaram a ter relações sexuais.

Depois, ficaram deitados na cama conversando, momento em que Lucas começou a fazer carinho perto do pescoço de Graziele. Foi então que ela confessou que tinha medo que ele a matasse. Neste momento, Lucas disse “Então eu vou te matar” e deu um mata-leão na vítima, a colocou de bruços e asfixiou com o rosto no travesseiro.

Mesmo após a morte, Lucas foi até a casa da ex-sogra e fingiu que tinha combinado de encontrar a vítima ali. Só por volta das 22h30, ele voltou para casa, colocou o corpo de Graziele no carro e foi até a BR-262, onde deixou a vítima às margens da estrada.

O crime foi descoberto após o corpo da vítima ser localizado por testemunhas. Mesmo assim, Lucas ficou foragido e chegou até mesmo a ir ao velório de Maria Graziele. Ele acabou preso no dia 25 de abril daquele ano por equipes da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios).