O delegado Fernando Araújo da Cruz, condenado a 16 anos pela morte do boliviano Alfredo Rangel em fevereiro de 2019, teve a de demissão publicada nesta quinta-feira (26). O boliviano Alfredo foi esfaqueado durante discussão com Fernando em uma festa e depois assassinado a enquanto era socorrido em ambulância para Corumbá.

A demissão foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (26), após ter sido condenado pelo assassinato de Alfredo. Ele foi demitido do quadro permanente da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

O boliviano Alfredo foi esfaqueado durante discussão com Fernando em uma festa e depois socorrido, sendo levado de ambulância para Corumbá. Então, o delegado interceptou a ambulância e o matou a tiros antes de chegar ao hospital. Mas Fernando, achando que não havia testemunhas do crime, foi pego de surpresa quando foi informado pelo investigador da Polícia Civil, Emmanuel Contis, de que a irmã da vítima estava na ambulância e viu o assassinato.

Em meio a toda a trama do homicídio, testemunhas foram coagidas, sendo uma delas o motorista da ambulância, que teve como advogada a mulher de Fernando, Silvia. No entanto, o que o casal não esperava era que policiais bolivianos e até um promotor usassem de chantagem para extorquir os dois, com pedido de R$ 100 mil para que não implicassem o delegado ao assassinato.

Na tentativa de encobrir os rastros do crime, até a execução dos policiais e delegados que estavam investigando o caso foi arquitetada por Fernando, que recebia do investigador todas as informações sobre as investigações.