Dez minutos antes de policiais do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros) fazerem uma batida em uma casa, no bairro Monte Castelo, em Campo Grande, onde funcionava o jogo do bicho, pessoas com malas e armas saíram do local.

Testemunhas contaram ao Jornal Midiamax que antes da polícia chegar várias pessoas saíram do imóvel carregando malas e mochilas e eram escoltadas por homens armados. Ainda de acordo com informações obtidas pelo Midiamax, a casa funcionava desde 2022.

A movimentação era intensa de entra e sai e muitos carros de aplicativo chegavam ao local durante todo o dia, além de várias entregas de iFood para comidas para quem estava na residência. Uma pessoa ficava responsável por uma vez na semana fazer a faxina no local.

Mas não se sabe quem teria alugado a casa ou se o proprietário sabia o que ocorria no local. Policiais apreenderam na residência 700 máquinas do jogo do bicho, inclusive, algumas caixas estavam fechadas.

Um major da PM aposentado e um sargento também aposentado foram flagrados na casa, além de outras pessoas que disseram estar jogando cartas. Todos foram levados à delegacia e liberados posteriormente. Nenhum deles assumiu a responsabilidade pelas máquinas e nem pela residência.

Achado de máquinas do jogo do bicho

Segundo o delegado Fábio Peró, uma equipe estava na região e recebeu informações sobre um roubo ocorrido durante a tarde desta segunda. Os investigadores então anotaram a placa do carro utilizado pelos autores.

A equipe estava na região, em diligências a respeito do sequestro de um casal de bancários, ocorrido durante a semana passada em Campo Grande, momento em que viram o carro utilizado no roubo desta segunda, estacionado em frente da casa.

Os agentes ficaram em campana, quando foi acionado reforço. Neste momento, saiu um motociclista do local. A equipe então acompanhou o motociclista, porém, o perderam de vista em meio ao trânsito.

Quando chegou o reforço, o carro utilizado no roubo desta segunda não estava mais na porta da casa. Os agentes então tocaram campainha e foram atendidos por um homem que informou que estava ali apenas jogando baralho. Ele deixou os investigadores entrarem na casa onde foram localizadas as 700 máquinas.

Lá dentro havia 10 pessoas, entre o major e o sargento aposentado. Todos que lá estavam disseram que apenas jogavam baralho e ninguém era responsável pelas máquinas. O caso será encaminhado posteriormente ao Deops (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social) ou Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado).