A Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) vai investigar a equipe da GCM (Guarda Civil Metropolitana) acusada de agredir um jovem, de 25 anos, e deixá-lo desacordado no meio da rua em Campo Grande.

Segundo testemunhas, que registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil, uma equipe da guarda espancou o rapaz, que estava transtornado, e se negou a levá-lo para delegacia, já que “não queriam ficar até 09hs da manhã na delegacia”.

O caso aconteceu na madrugada deste domingo (5) na Rua Catiguá, no Jardim Canguru, por volta de 3h, perto de uma conveniência. O jovem foi socorrido desacordado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado para a Santa Casa de Campo Grande.

“Será aberto procedimento interno para apuração dos fatos, uma vez que a Sesdes trabalha dentro da legalidade e com transparência. Todas as viaturas possuem rastreador assim sabendo até horário que esteve e permaneceu no local”, diz a nota da secretaria enviada à imprensa.

Segundo a assessoria, o Secretário de segurança também vai pedir celeridade e empenho na investigação por parte da polícia civil devido ter câmeras no local , uma vez que os agentes falaram que não condiz com relatos da gerente da conveniência.

“Inclusive os servidores irão registrar também boletim de ocorrência por calúnia e difamação e vamos também de forma legal e jurídica para transparência e apuração dos fatos e tudo seja esclarecido”, finaliza o texto.

Câmera de monitoramento na região do crime está desativada (Foto: Mirian Machado/Jornal Midiamax)

Na manhã deste domingo funcionários da conveniência conversaram com a reportagem do Jornal Midiamax e confirmaram a versão já registrada no boletim de ocorrência.

De acordo com eles, o jovem estava xingando as pessoas e atirando pedras nos carros que passavam pela rua. O segurança do comércio deu uma bronca no homem, que atravessou a rua e foi para frente de uma igreja.

Nesse momento a viatura da GCM passou, viu a situação e parou para intervir, agredindo o jovem. “Ele chegou a revirar os olhos e parece que quebrou as costelas”, disse uma testemunha.

Próximo ao local há câmera em uma pizzaria e uma câmera de monitoramento na rua, que poderiam ter gravado a agressão. A pizzaria está fechada e os números de telefone na fachada não são atendidos.

Já a câmera na rua é de propriedade de um projeto do Governo Federal e eram monitorados pela Polícia Militar, mas, de acordo com a assessoria da Sesdes, elas não estão mais ativas.