Policiais Militares de Campo Grande foram acionados até a Rodoviária da Capital na noite deste domingo (16) para averiguar um suposto crime de furto. É que o próprio autor, que estava no local, chamou a polícia querendo se entregar.

Assim que chegou ao terminal rodoviário, a equipe de polícia ouviu o suspeito, um morador de rua que queria ser levado para a delegacia. Em checagem, os policiais descobriram que ele já tinha passagens e o mesmo contou estar em Campo Grande a aproximadamente um ano, após deixar a cidade de Curitiba, no Paraná.

O jovem, que tem 25 anos, também revelou que estava morando no abrigo de uma ONG em Campo Grande, até que no dia 13 de julho, resolveu abandonar o local para morar nas ruas. Neste sábado (15), no entanto, o rapaz relatou ter saído com um amigo que conheceu nas vias da Capital. Os dois foram para uma festa e lá ele ingeriu muita bebida alcoólica, resolvendo, assim, furtar uma motocicleta.

Arrependimento e confissão

Arrependido do crime, o rapaz quis confessar tudo e levou os policiais para o local onde “desovou” o veículo. O jovem afirmou ter cometido o crime sozinho, sem a ajuda de ninguém, detalhando que fez ligação direta na moto e se deslocou para a casa de um amigo, no Jardim Batistão. Segundo ele, a moto furtada foi deixada próxima à residência desse amigo, em um terreno baldio.

Em seguida, o morador de rua declarou estar arrependido e, por isso, ligou para o 190 acionando a polícia para ser levado até uma delegacia e se entregar. Diante dos relatos, os policiais foram conduzidos pelo jovem até o local onde ele “desovou” a moto, sem saber se o rapaz estava mesmo falando a verdade.

Tentativa de evangelização

Chegando lá, o veículo não foi encontrado. No entanto, em breve pesquisa no sistema, a equipe encontrou uma ocorrência na manhã deste domingo de uma motocicleta encontrada no mesmo local e com as características exatas apontadas pelo suspeito.

Desse modo, o morador de rua foi orientado a se apresentar posteriormente com um advogado em uma delegacia, pois já não estava mais em situação de flagrante de delito. Ele também mudou de ideia e não quis mais ser levado para uma Depac.

Por fim, os policiais deixaram o jovem na casa de uma amiga que, segundo ela, tentou evangelizá-lo sem sucesso. O caso foi registrado como furto.