Roupas de cama são periciadas para saber se Patrícia foi estuprada por irmão ao ser morta estrangulada

Em depoimento, Antônio disse que achava que Patrícia só tinha desmaiado
| 03/06/2022
- 08:04
Roupas de cama são periciadas para saber se Patrícia foi estuprada por irmão ao ser morta estrangulada
Foto: Stephanie Dias, Midiamax

O lençol e fronha da casa de Patrícia Benites Servian, de 31 anos, morta estrangulada pelo irmão, Antônio Benites, estão sendo periciados para saber se a vítima foi estuprada quando assassinada estrangulada, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, no dia 27 de maio.

Segundo a delegada Bárbara Camargo, o material foi apreendido na residência para passar por perícia e descobrir se Patrícia possa ter sido abusada pelo irmão, que tem passagens por estupro. Ele já teria tentado estuprar outra irmã em 2009 e estuprou uma jovem de 16 anos em 2014, que na época era sua cunhada. Ainda de acordo com a delegada, os exames não ficaram prontos o que deve demorar até 30 dias. 

Antônio foi no dia 29 de maio, quando se escondia a região do Bairro Itamaracá. Quando preso, ele disse que havia ‘perdido a cabeça’. 

Depoimento

Antônio relatou que no dia 26 deste mês estava bebendo cervejas com Patrícia, nos fundos da casa de sua mãe, que está internada no hospital. O pai dos dois estaria trabalhando e, segundo ‘Ninho’, como é chamado Antônio, os filhos da irmã estavam dormindo.

Em determinado momento, eles passaram a discutir, mas Antônio relata não se lembrar o motivo, já que havia bebido bastante. Ainda segundo ‘Ninho’, a irmã começou a xingá-lo e ele teria perdido o controle.

Patrícia é empurrada e cai no chão. Em seguida, ele relata que apertou o pescoço da irmã com o braço direito. Antônio ainda fala que achava que a vítima estava desmaiada, só percebendo que havia morrido depois. Segundo ele, ninguém presenciou o crime, cometido quando o dia já estava amanhecendo.

Ele arrastou o corpo para os fundos e o cobriu com um pano branco. Já pela manhã de sexta (27), quando os filhos de Patrícia começaram a perguntar sobre a mãe, ‘Ninho’ disse que ela havia saído para trabalhar. Já no fim da tarde, quando o outro irmão chegou à residência, Antônio contou o que havia feito.

Os outros irmãos que chegaram à residência e souberam do crime acionaram a polícia. Ele disse que seus irmãos ficaram abismados e sem reação ao saberem da morte de Patrícia. Quando tentou fugir, um sobrinho dele tentou impedir o agredindo com socos.

Após fugir, Antônio disse que ficou escondido próximo a uma oficina no Bairro Jardim Itamaracá, até que acabou reconhecido e preso. 

Gritos de socorro

Vizinhos chegaram a ouvir gritos, pedidos de socorro e acionaram o Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança). Porém, o crime só foi confirmado por volta das 18h20 da sexta-feira, após a família da vítima localizar o corpo e acionar as autoridades policiais. 

Segundo informações dos familiares da vítima à Polícia Civil, por volta do horário em que teria sido morta, Patrícia enviou áudios a uma cunhada, com a voz emocionada, falando sobre problemas familiares do passado.

Tentou estuprar outra irmã

Antônio Benites, apontado como o assassino da irmã, Patrícia Benites Servian, já havia tentado estuprar a outra irmã em 2009 e uma adolescente de 16 anos, em 2014, que na época era sua cunhada.

Em 2009, Antônio tentou estuprar uma mulher no Bairro Tiradentes. A vítima estava andando pelas ruas do bairro quando foi surpreendida pelo autor, que a agarrou pelo pescoço e fez ameaças com uma

Ela foi obrigada a ir até um local ermo junto de Antônio. Mas, com um descuido de Antônio, a vítima conseguiu fugir pedindo ajuda a moradores, sendo acolhida por uma vizinha. Antônio fugiu indo até a casa de sua outra irmã, e lá ele que estava com uma faca ameaçou matá-la caso ela não tivesse relações sexuais com ele.

Ele disse para ela que havia tentado estuprar uma mulher, mas como não havia conseguido ela ‘iria pagar o pato’. A irmã de Antônio conseguiu tomar a faca dele e se trancou no quarto pedindo ajuda a outro irmão. O autor fugiu, mas acabou capturado pela polícia momentos depois.

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