Durante júri, acusado de matar Jenenffer com 19 facadas chora e diz que não conhecia jovem

Comparsa de Denis foi condenado em 2019 a 16 anos de prisão
| 04/05/2022
- 10:05
Durante júri, acusado de matar Jenenffer com 19 facadas chora e diz que não conhecia jovem
(Leonardo França, Midiamax)

Durante o julgamento na manhã desta quarta-feira (4), em Campo Grande, Denis Henrique do Nascimento negou conhecer Jenenffer de Almeida, assassinada a facadas em 2018, no Bairro Nova Campo Grande. O comparsa de Denis, Douglas Aparecido Cardoso, foi julgado em 2019.

Denis chorou durante seu depoimento e relatou aos jurados que, em 2019, quando estava indo para o julgamento, foi coagido por Douglas a assumir o crime, sendo alegado pelo ‘amigo’ que ele tinha menos passagens pela polícia. No dia do crime, o réu argumentou que estava em casa, no Bairro Zé Pereira.

Ele ainda teria falado para Douglas, em 2019, que ele e a esposa é que deveriam assumir o que fizeram, mas o ‘amigo’ teria dito que não havia feito nada. Os dois se conheceram em São Paulo e vieram para Mato Grosso do Sul em 2018. Denis cumpriu pena de 5 anos pelo roubo de um caminhão. 

Denis ainda contou que após ir morar com a namorada parou de manter contato constante com Douglas, e que na atualidade 'moram' no mesmo pavilhão do presídio e não se falam.

O crime

O crime aconteceu a 100 metros da casa onde moravam os acusados, e um morador do bairro foi quem chamou o socorro durante a madrugada do dia 26 de março de 2018 ao verem a mulher caída ensanguentada no terreno baldio. A vítima foi assassinada com 19 facadas na cabeça, rosto e pescoço morrendo dentro da ambulância antes de receber atendimento médico.

Douglas, em depoimento quando foi julgado, disse que não teria envolvimento com o crime, e que estava em um bar no . Ele ainda contou que não poderia falar nada sobre o crime, já que os ‘disciplinas’ da Máxima poderiam pegar ele, e sofreria as consequências por causa disso.

Ainda durante o depoimento disse apenas que um dia antes do crime estava em casa, que fica em frente a terreno onde o corpo da vítima foi encontrado, bebendo com a família e com Denis, sendo que no fim do dia foi até um bar no Jardim Carioca e que o amigo teria voltado sozinho para casa, mas 40 minutos depois voltou ao bar o chamando para ir embora.

Quando chegaram em casa na Nova Campo Grande, Denis teria contado sobre o crime para ele, e naquela noite os dois resolveram dormir em um hotel.

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