A AIE (Agência Internacional de Energia) avalia que as pressões imediatas da crise global de energia diminuíram, mas a instabilidade no Oriente Médio poderá levar a novas perturbações nos mercados e preços da energia.

“A continuação dos combates na Ucrânia, mais de um ano após a invasão da Rússia, é agora acompanhada pelo risco de um conflito prolongado no Oriente Médio. O clima macroeconômico é pessimista, com uma inflação persistente, custos de financiamento mais elevados e níveis de dívida elevados”, indica a instituição, em seu relatório de perspectivas energéticas globais de 2023, divulgado nesta terça-feira.

O relatório também avalia que a China tem um grande papel na definição das tendências energéticas, visto que nos últimos dez anos, o país foi responsável por dois terços do aumento da utilização mundial de petróleo e de quase um terço da alta do gás natural.

“Mas é amplamente reconhecido, inclusive pela liderança do país, que a economia da China está a atingir um ponto de inflexão. Depois de uma construção muito rápida da infraestrutura física do país, o espaço para novas adições está diminuindo”.