Os estão produzindo petróleo como nunca antes, à medida que a demanda melhor do que se esperava e preocupações com cortes na oferta da e da Rússia impulsionam a maior economia do mundo a continuar ampliando o fornecimento da commodity, segundo avaliação da AIE (Agência Internacional de Energia).

Em relatório publicado nesta terça-feira (14), a organização com sede em prevê que a oferta global de petróleo terá expansão de 1,7 milhão de bdp (barris por dia) este ano, para o nível recorde de 101,8 milhões de bpd, graças em parte ao forte avanço da produção nos EUA, mas com contribuição também do Brasil e da Guiana. No mês passado, a AIE esperava acréscimo menor na oferta de 2023, de 1,5 milhão de bpd.

Os EUA “dispararam à frente” em termos de abastecimento entre os três grandes fornecedores – os demais são Arábia Saudita e Rússia – com oferta 1,2 milhão de bpd acima do nível de um ano atrás, diz a AIE. Em comparação, a produção na Arábia Saudita foi cortada em 1,8 milhão de bpd e a da Rússia diminuiu 170 mil bpd desde outubro do ano passado.

De modo geral, espera-se agora que a produção dos EUA atinja 19,3 milhões de bpd este ano, um novo recorde para o maior produtor mundial. Para 2024, a projeção é que o avanço na oferta americana desacelere para 400 mil bpd, mas o resultado deixaria os EUA próximo da marca de 20 milhões de bpd.

Oferta

Em relação à oferta global de petróleo para 2024, a AIE cortou sua previsão de aumento em 100 mil bpd, para 1,6 milhão de bpd, o que geraria uma média de 103,4 milhões de bpd.

Demanda

Quando à demanda por petróleo, a agência elevou suas projeções de alta neste ano em 100 mil bpd, para 2,4 milhões de bpd, e em 30 mil bpd em 2024, para 930 mil bpd. Com isso, o consumo alcançaria 102 milhões de bpd em 2023 e 102,9 milhões de bpd no próximo ano. Fonte: Dow Jones Newswires.

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