O presidente dos EUA, Joe Biden, e seus principais assessores têm insistido com os líderes israelenses para que não realizem nenhum ataque contra o Hezbollah, a poderosa xiita no Líbano, que possa arrastá-lo para a guerra com o Hamas, segundo autoridades americanas e israelenses.

As autoridades americanas estão preocupadas com o fato de alguns dos membros mais agressivos do gabinete de guerra de quererem enfrentar o Hezbollah, mesmo quando Israel iniciar a invasão por terra da Faixa de Gaza no conflito com o Hamas deflagrado após os ataques terroristas do dia 7. Os americanos têm enfatizado aos israelenses as dificuldades de se combater ao mesmo tempo o grupo terrorista Hamas, no sul, e uma força muito mais poderosa, do Hezbollah, no norte.

O vice-líder do Hezbollah, xeque Naim Kassem, disse neste sábado, 21, que seu grupo já está no centro da disputa entre israelenses e palestinos. Enquanto Israel tem bombardeado e feito ataques com contra a milícia no sul do Líbano, o Hezbollah tem disparado foguetes e mísseis contra o norte israelense. Ontem, um soldado israelense ficou ferido após um ataque da milícia. Segundo o grupo, 19 de seus integrantes foram mortos desde o início deste conflito.

Para as autoridades americanas, ao confrontar o Hezbollah, Israel lutaria em uma guerra de duas frentes que poderia atrair tanto os EUA como o Irã, o principal apoiador da milícia e do Hamas na região.

O esforço das principais autoridades americanas para impedir uma ofensiva israelense contra o Hezbollah revela a ansiedade do governo Biden e de seus assessores sobre o planejamento de guerra do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, mesmo enquanto os dois governos se esforçam para apresentar uma forte frente unida em público.

As autoridades americanas também querem controlar o Hezbollah. Em várias reuniões no Oriente Médio, os diplomatas americanos pediram aos árabes que ajudassem a passar mensagens à milícia, para tentar evitar o início de uma guerra.

Por enquanto, Netanyahu se absteve de apoiar um grande ataque ao Hezbollah. Os militares israelenses até agora não reagiram com força esmagadora aos lançamentos de foguetes. Mas os eventos acelerados da guerra podem mudar isso