Porta-aviões dos EUA se aproxima da Coreia do Norte e China pede cautela

China se juntou ao grupo de ataque norte-americano
| 24/04/2017
- 16:11
Porta-aviões dos EUA se aproxima da Coreia do Norte e China pede cautela

China se juntou ao grupo de ataque norte-americano

O presidente da China, Xi Jinping, pediu que todos os lados demonstrem cautela durante um telefonema ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a nesta segunda-feira (24).

Trump enviou um porta-aviões norte-americano para manobras no litoral da península coreana devido aos temores crescentes de que os norte-coreanos realizem outro teste nuclear em desafio a sanções da ONU (Organização das Nações Unidas).

Irritada com a aproximação do grupo de ataque do porta-aviões USS Carl Vinson, a Coreia do Norte disse nesta segunda-feira que a movimentação é “um ato extremamente perigoso daqueles que planejam uma guerra nuclear para invadir”.

“Os Estados Unidos não deveriam perder o controle, mas analisar cuidadosamente qualquer consequência catastrófica de seu ato militar provocador tolo”, disse o Rodong Sinmun, jornal oficial do governista Partido dos Trabalhadores, em um comentário nesta segunda. “A única coisa diante dos agressores são cadáveres”, afirmou.

Dois destróieres japoneses se uniram ao grupo de ataque para exercícios norte-americanos no oeste do oceano Pacífico, e a Coreia do Sul disse nesta segunda-feira que também está negociando a realização de exercícios navais conjuntos.

Os EUA e seus aliados temem que a capital coreana Pyongyang esteja se preparando para realizar outro teste nuclear ou lançar mais mísseis balísticos.

A China é a única aliada da Coreia do Norte, mas tem expressado revolta com seus programas nuclear e de mísseis e frustração com a beligerância do regime.

Pequim, que vem pedindo a desnuclearização da península coreana, está cada vez mais receosa de que a situação saia de controle, levando a uma guerra e ao colapso total de seu vizinho isolado e empobrecido.

Em uma conversa por telefone, Xi disse a Trump que seu país se opõe resolutamente a qualquer ação que contrarie as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês.

(com supervisão de Evelin Cáceres)

Veja também

Últimas notícias