Coligação quer criar referendo para decidir se presidente continua no cargo

Os líderes da oposição na Venezuela devem apresentar nesta terça-feira (3) as assinaturas colhidas para o referendo que teria como objetivo destituir o presidente Nicolás Maduro. A coligação MUD (Mesa da Unidade Democrática), que possui a maioria no Parlamento venezuelano, afirmou ter conseguido 2,5 milhões de assinaturas em todo o país.

O número que, de acordo com a coligação, foi colhido, é quase 13 vezes maior do que o necessário exigido pelo CNE (Conselho Nacional Eleitoral) para que seja iniciado o processo de referendo.  “Nos deram 30 dias, a partir de terça-feira 26 de abril, para recolher as assinaturas. Nós o fizemos em tempo recorde”, declarou Jesús Torrealba, porta-voz da oposição.

O CNE deve validar o número de assinaturas em cinco dias. Em seguida, convocará os signatários e, após um processo de validação que duraria cinco dias, o conselho autorizaria a coleta das assinaturas. Para que Maduro seja destituído, o “sim” para seu afastamento deve ter número superior aos votos que ele teve para ser presidente – ou seja, 7,5 milhões.