A Justiça determinou que Thiago Servo, ex-dupla da cantora Thaeme, não é pai da menina, de 10 anos, a quem já teria pago cerca de R$ 1 milhão em pensão. Thiago cresceu na Capital de MS, embora tenha nascido em Maringá. Agora ele deve entrar com ação contra a mãe da menina.

O juiz mandou que a menina fizesse um exame de DNA, mas por três vezes a mãe dela faltou. Por conta disso foi decidido que o cantor não é pai da criança, inclusive ordenou a retirada do nome do cantor da certidão de nascimento da menina.

O advogado de Thiago, Otávio Figueiró, contou nas redes sociais na sexta-feira (10) que vai entrar com ação indenizatória contra a mãe da criança.

“Foram 7 anos de luta, de batalhas judiciais. Ele foi preso por conta disso, pagou mais de um milhão de pensão. A ação é para restituir o que lhe foi tirado, não só o que ele pagou de pensão, mas também o dano moral e material. Ele ficou 7 anos com um mandado de prisão atrás do outro, sem poder trabalhar, sem poder fazer show”, explicou.

À coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, Otávio contou que todas as ações abertas constantemente pela mulher contra Thiago trouxeram vários transtornos para a vida dele, inclusive depressão.

“Na verdade, nem sei como ele aguentou tudo isso porque ele não podia trabalhar. Imagina você não poder trabalhar durante 7 anos? A ação está avaliada mais ou menos em R$ 8 milhões. Vou ingressar com ela no início da semana e vamos fazer Justiça, fazer com que o Thiago receba de volta a pensão que ele pagou, mais de R$ 1 milhão, e ainda os danos causados pela Gabrielle na vida dele”.

A briga judicial de Thiago com a mãe da criança começou em setembro de 2015, quando a moça abriu uma ação exigindo alimentos para a menina. “Na época, ele estava fazendo muito sucesso com a dupla Thaeme e Thiago. Por isso, o juiz determinou o valor da pensão em R$ 40 mil. Quando resolveu sair da dupla, Thiago teve seus rendimentos diminuídos, mas não pediu revisão e, por isso, não conseguiu mais pagar. Os débitos foram aumentando e eu mesmo fui até São Paulo tentar fazer um acordo, que era pagar R$ 100 mil e parcelar a diferença. E a resposta que obtivemos do advogado dela foi que ela não queria o dinheiro dele, mas sim que ele fosse preso”, lembrou. Ao fazer um show no interior de São Paulo, Thiago foi levado para uma delegacia, onde ficou por 2 dias.

Thiago e Gabrielle tiveram um relacionamento na época em que ele cantava com Thaeme, mas o namoro não foi para frente. Quando soube do nascimento da suposta filha, o cantor assumiu as despesas determinadas pela Justiça na época. A família da mãe da menina é dona de uma rede de restaurantes.

Penhora de prêmio

O sertanejo vencedor de “A Grande Conquista” fez a dívida que culminou, até o momento, na penhora do prêmio de R$ 1 milhão do reality da Record TV. A Justiça determinou a penhora total do prêmio.

Vale lembrar que o cantor recorreu da decisão da Justiça de Mato Grosso do Sul e tenta reverter a penhora do prêmio de R$ 1 milhão, determinada para pagar um débito que ele alega ser a Jamil Name Filho, mas que foi executado por João Alex Monteiro Catan.

A dívida do cantor sertanejo consta em promissória assinada como parte de pagamento de uma BMW e de uma aeronave. Na época, Thiago Servo formava dupla sertaneja com a cantora Thaeme e deu R$ 150 mil de entrada pelos bens. Inicialmente de R$ 300 mil – a dívida está corrigida em R$ 1.361.495,06, número que excede até mesmo o montante que o sertanejo ganhou da emissora de Edir Macedo, embora ainda não tenha visto a cor do dinheiro.

Quem move a ação de Execução de Título Extrajudicial, impetrada em 2015, é o credor, João Alex Monteiro Catan, representado pelo escritório Sales Delmondes Advocacia. Contudo, a defesa de Thiago Servo alega nos autos que o cantor jamais deveu a Catan – mas sim a Jamil Name Filho, recém-condenado pelo assassinato do estudante de Direito Matheus Coutinho, em 2019.

A defesa de Servo chegou a contestar a ação, mesmo reconhecendo a existência da dívida. Isso porque o cantor afirma ter assinado uma nota promissória em branco em poder de Jamil Name Filho, com quem garante ter contraído o débito, mas o documento aparece em nome de João Alex Monteiro Catan no processo.

Em nota, a defesa detalhou ao Jornal Midiamax que não possui interesse em manifestar sobre o caso, “pois a argumentação técnica e as impugnações aos infundados argumentos foram apresentados nos autos do processo”.