Médico Cirurgião depõe em caso Amber e Johnny Depp e apoia ator

Depp afirmou que perdeu uma parte do dedo após a atriz jogar uma garrafa de vodca nele: o profissional analisou os exames do caso
| 26/05/2022
- 13:00
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(Foto: Reprodução)

A longa batalha judicial entre Johnny Depp e Amber Heard ainda parece longe de um desfecho final. Nesta quinta-feira (26), o cirurgião ortopédico Richard Gilbert analisou os exames do dedo do ator, que teria sido arrancado após uma garrafa arremessada pela ex-mulher, e reforçou a versão de Depp.

“Eu realmente acredito que uma garrafa de vodka jogada à distância é força mais do que suficiente para resultar nessa fratura e perda de tecidos moles”, disse o profissional. Mesmo que não tenha sido responsável pelo procedimento, Gilbert analisou os exames do ator. No julgamento, foram exibidas imagens das radiografias do dedo do ator.

Aos 58 anos de idade, Johnny Depp alega ter perdido a ponta do dedo após ser atingido por uma garrafa de vodca jogada por Amber Heard. A lesão teria sido causada em março de 2015, quando os dois estavam na Austrália. “Acredito que sim”, disse Gilbert em relação à versão do ator.

Entenda

Depp entrou com o processo contra a ex-mulher depois que ela escreveu uma coluna para o Post em dezembro de 2018 na qual se descreveu como uma “figura pública que representa o abuso doméstico”.

A atriz nunca citou o nome de Depp, que ela conheceu no set do filme Diário de um Jornalista Bêbado (2009), mas ele a processou por sugerir que ele fosse um agressor. O ator pede US$ 50 milhões em danos. Heard respondeu entrando com uma ação reivindicando US$ 100 milhões, argumentando ter sofrido “violência física e abuso desenfreados” nas mãos dele.

A advogada de Depp, Camille Vasquez, acusou Heard de fabricar as “falsas alegações” para impulsionar sua carreira à luz do movimento #MeToo, na época. Os advogados de Depp também argumentaram que Heard acrescentou agressão sexual a uma lista de alegações porque ela “entrou em pânico” quando percebeu a “seriedade do que alegou” e não pôde recuar de sua notoriedade como sobrevivente.

O ator já perdeu um outro caso de difamação em em novembro de 2020. Ele processou o The Sun por chamá-lo de “espancador de esposa”, mas um juiz descobriu que o jornal provou que o artigo era substancialmente verdadeiro.

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