Superlotada e com fila por cirurgia, Santa Casa fecha ortopedia até desafogar demanda

Com pelo menos 30 pacientes no setor pré-operatório da ortopedia e traumatologia, ou seja, na fila esperando cirurgia, a Santa Casa de Campo Grande decidiu na noite de terça-feira (12), pelas próximas 48 horas, não receber pacientes que apresentem ferimentos e complicações clínicas que exigem assistência cirúrgica imediata. Segundo informações da diretoria da ABCG (Associação Be...
| 13/08/2014
- 18:30
Superlotada e com fila por cirurgia, Santa Casa fecha ortopedia até desafogar demanda

Com pelo menos 30 pacientes no setor pré-operatório da ortopedia e traumatologia, ou seja, na fila esperando cirurgia, a Santa Casa de Campo Grande decidiu na noite de terça-feira (12), pelas próximas 48 horas, não receber pacientes que apresentem ferimentos e complicações clínicas que exigem assistência cirúrgica imediata.

Segundo informações da diretoria da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) e das direções técnica e clínica da Santa Casa, o pronto-socorro está superlotado. As mesmas fontes informam que o número de pacientes que necessitam de atendimento cirúrgico de urgência está muito acima da capacidade técnica de resolução do hospital.

Em decorrência desta superlotação, a Santa Casa informa não ter condições técnicas, no momento, de atender mais nenhum paciente da traumato-ortopedia. Conforme divulgado pelo hospital, o quadro torna imprescindível que novos casos desta especialidade sejam direcionados para outras unidades de saúde.

O hospital irá então restringir o atendimento aos pacientes ortopédicos no pronto-socorro até que os casos urgentes sejam solucionados. A assessoria de imprensa da Santa Casa informou que o hospital só receberá pacientes politraumatizados com comprometimento neurológico, área na qual é referência.

A fonte oficial também informa que, entre os casos aguardando cirurgia, há pacientes com fraturas expostas, luxações, fraturas-luxações, ferimentos e complicações clínicas que exigem assistência cirúrgica imediata. Atualmente, por conta da superlotação, a espera por uma cirurgia chega a “tempos inaceitáveis”, alguns por mais de 48 horas.

O Ministério Público Estadual, Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul, Secretaria Municipal de Saúde Pública, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Cera e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia já foram notificados a respeito da situação.

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