Na acareação que aconteceu na manhã desta sexta-feira (29) na DPCA- Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, os quatro envolvidos que estão presos, tiraram as principais dúvidas do delegado Paulo Sérgio Lauretto.

Ficou esclarecido que Renata da Silva de Jesus, não estava grávida e nem havia perdido o filho dias antes do seqüestro. “Ele querias dar um filho ao marido Carlos e arquitetou o seqüestro”, afirmou o delegado.

Esta situação foi confirmada pelo motorista do carro no dia da ação, Samir Souza, que afirmou que por várias vezes já havia percorrido alguns pontos da cidade, como antiga rodoviária e avenida Costa e Silva, pontos de concentração de usuários de drogas em busca de mulheres grávidas. “Eles abordavam as mulheres, normalmente viciadas e grávidas e afirmavam que estavam dispostos a ficar com a criança e propunham até acompanhamento médico”, continuou o delegado.

Quanto a menina seqüestrada, o delegado afirmou que eles já tinham informações sobre a mãe da criança. “O Samir disse que eles foram duas ou três vezes no Dom Antônio Barbosa em busca especificamente dessa mulher. Então eles tinham algumas informações” seguiu o delegado Lauretto.

No dia do seqüestro, a abordagem da menina teria sido feita por Carlos, marido de Renata e por Hugo Vinicius de Lima, único que ainda está foragido. Samir e Renatga ficaram no carro. Ainda não foi comprovada a utilização de arma, como alegam a mãe e a avó do bebê, que foram atacadas. “Por enquanto não encontramos a arma”, disse o delegado.

Durante a acareação, os três homens presos negaram conhecer o pai da criança, Robson dos Santos Hoffmeister. “A única que manteve as acusações contra o Robson foi a Renata, que afirma que foi ele quem passou as informações. Os demais afirmam que nem o conhecem. Este é o único ponto que ainda está pendente”, disse o delegado.

De acordo com as informações do delegado, a partir de agora será feito um relatório sobre a acareação e encaminhado ao judiciário. “A nossa parte estamos fazendo Vamos encaminhar o relatório para o Juiz e ele é quem vai decidir o que acontecerá com cada um dos envolvidos, a partir de agora”, concluiu