Novo caso de agressão em festa universitária envolve segurança particular de Campo Grande
Um jovem de 19 anos apanhou quando participava de uma festa promovida no Rádio Clube Campo por acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O Sindicato já notificou a empresa, Stilos, para explicar o caso, registrado na Polícia.
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Um jovem de 19 anos apanhou quando participava de uma festa promovida no Rádio Clube Campo por acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O Sindicato já notificou a empresa, Stilos, para explicar o caso, registrado na Polícia.
Vinícius Rosa, 19 anos, diz ser mais uma vítima de seguranças particulares em Campo Grande. O caso dele aconteceu na madrugada do sábado para o último domingo, 22, quando participava de uma festa universitária promovida por acadêmicos do terceiro ano do curso de odontologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Ele afirma ter apanhado sem motivos de homens que faziam segurança no local, que era o Rádio Clube Campo, região do bairro Coopharádio.
O estudante contou à reportagem que foi até a festa e por volta das 5h da manhã seu amigo telefonou o chamando para ir embora. Na versão de Vinícius, quando ele saía do clube viu um rapaz caído no chão que parecia estar passando mal. Ele então decidiu levantar o rapaz e deixá-lo em pé temendo que o mesmo pudesse se afogar com a própria saliva ou vômito, já que a festa era open bar e muita gente teria exagerado na bebida.
Após tentar por instantes segurar o rapaz, Vinícius disse que o desconhecido caiu no chão. Neste momento dois seguranças vieram correndo e sem questionar o que estava acontecendo começaram a desferir socos, chutes e pontapés contra ele. “Eles não perguntaram nada, não deram um apito de advertência. Já chegaram julgando que eu estava fazendo alguma coisa errada com o cara”, relata.
Quando o amigo de Vinícius que o aguardava do lado de fora viu a confusão correu para socorrê-lo, mas também acabou apanhando e saiu correndo. Vinícius ainda sem enxergar direito pelas pancadas na cabeça só seguiu o vulto do colega. “Além de apanhar, os seguranças também deram choque na gente”, denuncia.
O rapaz se recorda que quando saía para encontrar o amigo e ir embora, os seguranças estavam fazendo uma espécie de arrastão para retirar os participantes da festa por conta do término do horário estipulado para o evento acontecer. “Estavam empurrando as pessoas”, diz.
Sindicato
A reportagem entrou em contato com o Sindicato dos Empregados em Segurança e Vigilância e conversou com seu presidente Celso Adriano Gomes da Rocha. Ele disse que a entidade já tinha conhecimento sobre os fatos e que, inclusive, notificou na tarde desta terça-feira a empresa Stilo Segurança para prestasse esclarecimentos sobre a atuação de seus funcionários na festa.
Na versão da empresa, foi Vinícius que iniciou a confusão apontando um vigilante da empresa de tê-lo agredido numa outra festa, que a Stilo afirma não ter prestado serviços. A resposta, segue, diz ainda que o rapaz desferiu um tapa no segurança e neste momento colegas imobilizaram o rapaz.
Sobre os choques de Vinícius afirma ter recebido junto com o colega, a empresa afirma que nenhum de seus funcionários trabalha com este tipo de “arma”. Na versão dela, dois homens que estavam na festa se apresentaram como policiais militares e estes utilizaram “spray de pimenta ou algo parecido contra as pessoas que saíam no momento…” para dispersar a confusão. A nota foi assinada por Ronaldo Solis, do departamento operacional da Stilo Segurança Ltda.
Outros casos
Os casos envolvendo seguranças para setores privados não é novidade. Em abril, véspera de páscoa, Márcio Antônio foi abordado pelo vigilante Décio, na unidade I da Lojas Americanas, sob a alegação de que o cliente havia furtado um ovo de chocolate. A vítima alega que foi espancada.
Em 2009, dois alunos especiais de uma entidade da Capital afirmam que sofreram agressão física de seguranças dentro da unidade 2 da Lojas Americanas porque estavam em poder de um CD de músicas infantis. Eles relataram que receberam socos e joelhadas no rosto. Além disso, foram obrigados a ficar de joelhos.
Em 2008 um rapaz com distúrbios mentais e em tratamento contra dependência química também sofreu agressão de seguranças da unidade I da Lojas Americanas. Na época a família relatou que ele entrou no provador para “testar” uma peça de roupa. Na inocência, saiu para mostrar aos pais que estavam fazendo compras em outro setor, quando foi abordado e levado para um cômodo onde sofreu agressões.
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