A senadora Ana Amélia (PP-RS) manifestou apoio, na tarde desta segunda-feira (15) no Plenário, às medidas anticorrupção do governo de Dilma Rousseff. Ana Amélia reafirmou sua independência política, explicando que seu apoio nesta questão não significa “alinhamento automático” ao governo, apesar de seu partido, o PP, fazer parte da base.

Segundo a senadora, a sociedade está aplaudindo a chamada “faxina” nos ministérios atingidos por denúncias. A senadora contou que tem recebido muitas manifestações populares em apoio às ações que buscam a moralidade.

– É isto que a sociedade espera de todos nós: o compromisso em mitigar e, se possível, acabar com a corrupção no país – afirmou a senadora, marcando posição contrária a qualquer pressão em decorrência de medidas moralizadoras que vierem a ser tomadas pela presidente da República.

Ana Amélia lembrou que Dilma Rousseff “pode e deve interferir” nos ministérios de seu governo. A senadora disse esperar que a presidente melhore a forma de relacionamento com o Congresso Nacional e também cobrou a redução no número de cargos comissionados e o fim do fisiologismo.

Para Ana Amélia, é preciso que todas as instituições se unam e trabalhem contra a corrupção. A parlamentar disse que todas as instituições precisam assumir suas responsabilidades, no sentido de colaborar com o combate à corrupção e com o fim da impunidade. No entendimento de Ana Amélia, para que o Senado defenda instituições como o Ministério Público, a Polícia Federal e a imprensa é preciso que a ação delas seja pautada pela ética e pelo respeito às leis.

Ana Amélia também elogiou a iniciativa dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF) de mobilizar o apoio no Senado às ações da presidente Dilma Rousseff no combate à corrupção. A senadora lamentou por, durante muito tempo, haver uma tolerância histórica com a corrupção no Brasil. Ana Amélia ainda pediu mais profissionalização no serviço público e disse que a impunidade alimenta a corrupção.

– A corrupção compromete a gestão governamental. Está na hora de resolvermos esse problema histórico – afirmou.