Reajuste salarial não foi aprovado em assembleia

Sem acordo, horário do comércio no ainda não está definido (Foto: Arquivo Midiamax)

O reajuste de 9% no salários dos funcionários do comércio não foi aceito em assembleia realizada entre Sindicato dos Empregados e Sindicato do Comércio Varejista de . Sem acordo, a jornada de trabalho dos funcionários no fim de ano fica indefinida, uma vez que a abertura em feriados é permitida somente mediante ‘convenção coletiva de trabalho'.Comerciantes quebram acordo e horário especial de lojas em dezembro fica indefinido

Um grupo de comerciantes reivindicou reestudo nos índices financeiros, apresentado no dia 23 de outubro em assembleia. “Nós nos reunimos, discutimos, apresentamos a proposta ao sindicato patronal e os que estavam na reunião aceitaram, mas alguns, que não foram a assembleia, não concordaram com o que foi pactuado pela maioria”, explicou Idelmar da Mota Lima, presidente do SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande).

De acordo com Idelmar, em 1° de novembro passou a vigorar a decisão. “O piso salarial dos empregados passa de R$ 900 a R$ 1.005, de caixa em R$ 1.005, comissionados R$ 1.115 e auxiliar de comércio R$ 900”, disse.

Sem convenção coletiva, o documento final não foi firmado e com o impasse, o comércio estará sem possibilidades de executar banco de horas, e a prorrogação de jornadas ficará vinculada as exigências do artigo 61 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), dependendo de autorização prévia do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

“Amanhã vamos encaminhar o documento a um mediador no MTE, e daí eles vão ter cumprir o pactuado. Se não derem agora o reajuste, vão ser obrigados a cumprir depois”, afirma Idelmar.