A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) uniu as equipes vindas de e o pessoal permanente em e foi até Dourados, município localizado a 230 km de Campo Grande, para concluir a coleta de dados para o painel de custos na produção de milho. Semana passada foi feito o levantamento de custos da , também em Dourados.

De acordo com nota técnica emitida pela , os novos custos da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul serão apresentados em 30 dias, após a aprovação dos critérios pelos produtores rurais.  O objetivo destes painéis é apurar os custos envolvidos na produção desses grãos. Isso inclui o preparo do solo, a semeadura, os tratos culturais, colheita e pós-colheita. O levantamento abrange sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas, implementos, entre outros.

Além do corpo técnico da Conab, o trabalho conta também com a presença de outros especialistas e de produtores rurais da região que moram em municípios com as mesmas características de solo, clima, relevo e manejo das culturas contempladas. Em março deste ano, o preço recebido por uma saca de 60 kg de milho em Mato Grosso do Sul era de R$ 88,22 e, no caso da soja, o valor chegou a R$ 185,51.

Os novos dados, que tiveram apuração finalizada nesta quarta-feira (15), em Dourados, já apontam para um novo aumento de custos, mas nem a Conab, nem os produtores rurais que participaram do painel quiseram afirmar – com a exatidão – para quanto irão estes novos custos, mas deixaram claro que subiram. No novo relatório constarão custos variáveis, que incluem insumos como defensivos e fertilizantes; os custos fixos, que são os valores pagos no salários dos colaboradores; e a renda de fatores, que envolvem as depreciações estruturais e de maquinários.  Após a publicação dos novos custos, o restante da cadeia produtiva vai absorver e até o impacto final chegar ao bolso do consumidor.