Menos de 24h após o anúncio de reajuste da Petrobras de 5,18% para a gasolina e de 14,26% para o diesel nas distribuidoras, a gasolina já pode ser encontrada a R$ 7,17 o litro em Campo Grande e R$ 7,37 o diesel em alguns postos neste sábado (18).

Posto já amanheceu com valores atualizados do reajuste (Henrique Arakaki, Midiamax)

O valor é praticado na Rede Faleiros da Avenida Marquês de Lavradio. No posto Los Angeles, do Jardim Bálsamo, o valor do litro da gasolina está R$ 7,05 e do diesel, R$ 7,15.

No Centro, no entanto, ainda é possível encontrar gasolina de R$ 6,89 a R$ 6,99. Orcy de Oliveira, de 34 anos, se surpreendeu com o novo reajuste já praticado. “É terrível para o bolso, quando a gente enche o tanque da para sentir o aumento”.

Nelson Barbosa, motorista de aplicativo, reclamou da quantidade de reajustes em menos de um ano. “Eu vi a notícia sobre o aumento, são centavos que da muita diferença na hora de abastecer. Do início do ano para cá, foram quantos aumentos?“, questiona.

Um gerente de posto que preferiu não se identificar disse que as distribuidoras em MS já começaram a comprar pelo novo valor das refinarias e em breve o consumidor já sentirá o aumento em todas as bombas.

Reajuste da Petrobras nas refinarias

O anúncio previa um reajuste de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro da gasolina e de R$ 4,91 para R$ 5,61 do diesel a partir deste sábado (18), mas ainda nas refinarias.

Em dezembro de 2021, o valor praticado nas refinarias para a gasolina era de R$ 1,89 e R$ 2,02 para o diesel no Brasil.

Na nota em que anuncia o reajuste, a Petrobras afirma que o mercado global de energia está atualmente em “situação desafiadora”, por conta da recuperação da economia mundial e a guerra na Ucrânia.

A estatal aponta, ainda, que “é sensível ao momento em que o Brasil e o mundo estão enfrentando e compreende os reflexos que os preços dos combustíveis têm na vida dos cidadãos”, e que tem buscado equilibrar seus preços com o mercado global, sem o repasse imediato da volatilidade dos preços externos e do câmbio.

“Não obstante, quando há uma mudança estrutural no patamar de preços globais, é necessário que a Petrobras busque a convergência com os preços de mercado”, diz a nota, que sugere que, de outra forma, poderia haver risco de desabastecimento interno.