O registro compartilhado por ribeirinhos e pescadores às margens do rio Paraguai, no trecho de Porto da Manga, em Corumbá, a 417 quilômetros de Campo Grande, no último fim de semana, mostra dezenas de peixes mortos pela decoada, fenômeno natural que baixa a qualidade e oxigenação da água.

Um pescador amador, que preferiu não se identificar, diz que a situação era vista em diversos trechos do rio, mas se assustou com a quantidade de espécies, como pintado, raia e pacu, mortos no rio desde o último domingo (30).

“Um grupo de pescadores de lá mandou esse registro para informar aos pescadores em como está a região. É uma tristeza ver ali, imagina na extensão de todo o rio Paraguai e o que isso pode causar”, disse.

Conforme a PMA (Polícia Militar Ambiental), foi reforçado o trabalho de equipes no monitoramento de cardumes na região. Pelo risco de aproveitando a vulnerabilidade das espécies, pontos do rio serão fiscalizados.

“O comando da PMA alerta que, mesmo que o pescado esteja morrendo pelo fenômeno da decoada, as pessoas precisam respeitar as normas de . Não podem utilizar petrechos proibidos ou capturar pescado fora das medidas permitidas; respeitar as cotas de captura para a pesca profissional e amadora, bem como os locais proibidos e espécimes que devam ser preservadas”, pontua em comunicado.

A pena para pesca predatória é de em flagrante e um a três anos de detenção e a multa administrativa é de R$ 700 a R$ 100 mil, mais R$ 10 por kg de pescado, além da apreensão de barco, motor, veículo, e tudo que for utilizado no crime.

O que é decoada?

Frequente no de Mato Grosso do Sul, a decoada é um fenômeno natural de alteração da qualidade da água. O rio acaba com mudança de aspectos de cor, oxigênio ou odor. O que acaba atingindo a fauna.

De certa forma, isso acaba movimentando a cadeia alimentar, uma vez que os peixes mortos viram alimento para outras espécies, aves, répteis e mamíferos. Alguns peixes sobrevivem e são levados pelo fluxo da corrente, por isso, a necessidade de contra a pesca predatória.