Os servidores públicos do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em Campo Grande aderiram ao protesto nacional que cobra reajuste salarial, aumento do quadro de pessoal e revisão na carreira de especialista em meio ambiente. Outro ponto da manifestação é contra a reforma administrativa. 

De acordo com o diretor do Sintesep/MS (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal em Mato Grosso do Sul), Gilmar Kelber, a movimentação quer chamar a atenção do Governo Federal sobre as deficiências no órgão, como a defasagem no quadro de servidores. 

“Além disso, temos diversas situações na nossa carreira que não acompanham outras do Poder Executivo, como por exemplo, auxílio alimentação reduzido, algumas gratificações e a melhoria na carreira que hoje é curta e precisa de capacitação”, aponta.

Em Mato Grosso do Sul, são 44 servidores ativos no Ibama. De acordo com o diretor do sindicato, o último reajuste foi concedido em 2017, mas era referente aos anos de 2013, 2014 e 2015. 

O diretor explica que, nesse período de oito anos, houve somente uma reposição salarial de 9% devido à inflação. Assim, há oito anos os servidores públicos do Ibama não teriam um reajuste salarial.

Gilmar aponta que em algumas carreiras o reajuste precisaria chegar a 39%. “A promessa era de que o MGI [Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos] estaria abrindo mesas de negociação salarial e até agora não tivemos evolução, apenas um aceno de 1% e isso deixou o pessoal estarrecido”, ele aponta. 

Na frente da sede em Campo Grande foi fixada uma faixa em que os trabalhadores detalham as reivindicações da categoria. O expediente no órgão seguiu normalmente.