Ainda na tarde desta segunda-feira (3), a comunicou que encaminhou ofício à Secretaria Municipal de Saúde, Ministério Público Estadual e Conselho Regional de Medicina sobre decisões tomadas em relação ao atendimento. O hospital não deve, por enquanto, receber novos pacientes.

Tal decisão foi tomada, segundo o , em razão da superlotação da unidade em situação classificada como “extremamente crítica”. Em nota, a Santa Casa atualizou os números de pacientes na unidade.

Assim, são 21 na área vermelha do pronto-socorro, que tem capacidade para 6 leitos. Destes, 20 pacientes estão internados aguardando leitos de terapia intensiva.

Já na área verde estão 32 pacientes, número reduzido em relação ao período da manhã. São 26 internados e os demais em observação, aguardando leitos de enfermaria e centro cirúrgico, ainda sem previsão.

Nesta área a capacidade também é de 6 leitos. Ainda são aguardados 5 pacientes graves para a área vermelha e 8 para a área verde.

No setor da pediatria estão internadas 7 em estado grave, das quais 5 estão intubadas. A capacidade é de 3 leitos. Na área verde, destinada aos pacientes de menor gravidade, estão 10 crianças, 7 internadas e 3 em observação.

Também é aguardada chegada de mais dois pacientes graves para a área vermelha. Por fim, a Santa Casa reafirma que não tem condições de receber nenhum paciente até que a situação de superlotação se resolva.

Epidemia de doenças respiratórias

Campo Grande enfrenta uma epidemia de doenças respiratórias e de dengue, informou o secretário de Saúde de Campo Grande, Sandro Benites, nesta segunda-feira.

Para conter a pressão no sistema público, a prefeitura vai tomar medidas emergenciais, como compra de leitos privados e liberação de consultas pediátricas sem agendamento nas unidades básicas de saúde da Capital.

Como já anunciado no sábado (1º), a prefeitura prevê publicar ainda hoje um edital de chamamento para hospitais públicos que tenham leitos pediátricos para internação de crianças. O valor da contratualização ainda não está definido, mas o problema é que a rede privada também está superlotada.

Benites confirmou que hospitais particulares das redes Cassems, Unimed, São Julião e Pênfigo já comunicaram ao município que estão lotados e chegaram a solicitar vagas no SUS (Sistema Único de Saúde). O que dificulta o plano da prefeitura de contratar leitos privados. Único hospital que informou à Sesau que tem interesse na contratualização é o El Kadri, que possui 30 leitos disponíveis para ceder ao poder público.

“Estamos vivendo duas epidemias. Por conta disso, procuramos a iniciativa privada, mas eles também estão passando pela mesma situação e até pedindo vaga para gente”, disse o secretário.