A comunicou a Secretaria Municipal de Saúde, o Conselho Regional de Medicina e o Ministério Público Estadual que não vai receber novos pacientes a partir desta segunda-feira (3). A decisão foi tomada, segundo o hospital, em razão da superlotação da unidade em situação classificada como “extremamente crítica”.

Em nota divulgada no fim da manhã desta segunda, a Santa Casa informou que possui 24 pacientes na área vermelha do pronto-socorro, enquanto a capacidade do setor é de 6 leitos. Deste total, 20 estão aguardando vaga na enfermaria ou UTI, quatro deles estão intubados.

Na área verde, são 43 pacientes em um setor que tem capacidade para seis leitos. Dos 43, 28 estão internados aguardando vaga em outros setores do hospital.

No setor pediátrico, a Santa Casa tem seis crianças em estado grave, cinco deles intubados. Esta unidade, segundo o hospital, tem capacidade para apenas três leitos. Na área verde do setor pediátrico, são 10 pacientes internados e três em observação. “Ainda estamos aguardando a chegada de mais 2 pacientes graves para a área vermelha”, informou o hospital em nota.

Diante do e sob risco de desassistência, a Santa Casa afirma que não consegue receber novos pacientes.

“Destacamos que a Santa Casa de Campo Grande tem assumido o seu compromisso de prestar a assistência adequada aos pacientes, mas o cenário que vivemos hoje torna-se um risco iminente, sob responsabilidade do médico regulador que encaminha os pacientes ao hospital. Destacamos ainda, que todas as autoridades envolvidas (, MP e CRM) e que são necessárias, foram avisadas da decisão em relação ao atendimento”, disse o hospital.

Epidemia de doenças respiratórias

Campo Grande enfrenta uma epidemia de doenças respiratórias e de dengue, informou o secretário de Saúde de Campo Grande, Sandro Benites, nesta segunda-feira.

Para conter a pressão no sistema público, a prefeitura vai tomar medidas emergenciais, como compra de leitos privados e liberação de consultas pediátricas sem agendamento nas unidades básicas de saúde da Capital.

Como já anunciado no sábado (1º), a prefeitura prevê publicar ainda hoje um edital de chamamento para hospitais públicos que tenham leitos pediátricos para internação de crianças. O valor da contratualização ainda não está definido, mas o problema é que a rede privada também está superlotada.

Benites confirmou que hospitais particulares das redes Cassems, Unimed, São Julião e Pênfigo já comunicaram ao município que estão lotados e chegaram a solicitar vagas no SUS (Sistema Único de Saúde). O que dificulta o plano da prefeitura de contratar leitos privados. Único hospital que informou à Sesau que tem interesse na contratualização é o El Kadri, que possui 30 leitos disponíveis para ceder ao poder público.

“Estamos vivendo duas epidemias. Por conta disso, procuramos a iniciativa privada, mas eles também estão passando pela mesma situação e até pedindo vaga para gente”, disse o secretário.

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